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Baixa nas vendas no ‘Dia das Crianças’ desanima lojistas

Comércio varejista local diz que compras de presentes ficará abaixo da expectativa este ano 12/10/2012 às 11:10
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Lojistas esperam avanço nas vendas do Dia das Crianças, considerada a melhor data festiva depois do Natal e do Dia das Mães
Luana Gomes Manaus (AM)

Os consumidores manauaras deixaram para comprar na última hora, mas nem isso serviu para “esquentar” as vendas. Mesmo às vésperas do feriado, muitos lojistas se mostraram desanimados com o faturamento, que, para eles, será inferior ao registrado em igual período em 2011.

Na manhã desta quinta-feira (11), A CRÍTICA percorreu as ruas do Centro de Manaus e verificou que algumas lojas estavam vazias. Na Amarildo Brinquedos, rua Leovegildo Coelho, o gerente Rodrigo Pinheiro disse que em 2011, somente na semana do Dia dos Crianças, a loja anotou um faturamento de R$ 281 mil. Neste ano, do início do mês até o dia 6, as vendas fecharam em apenas R$ 43 mil.

Mesmo admitindo que nos últimos dias houve uma demanda maior por presentes, ele afirmou que não esperava resultado melhor do que o registrado no ano passado.

Na Ramsons, os vendedores esperavam ansiosos pela entrada dos consumidores na loja em busca de eletroeletrônicos. Em 2011, conforme levantamento recente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL-Manaus), 4,9% dos entrevistados tinham pretensão de presentear as crianças com videogame.

O gerente de novos negócios da empresa, Marcelo Salum, afirmou  que brinquedos eletrônicos estavam com boa procura, e que a loja esperava vender 15% a mais comparado com igual período em 2011, porém o resultado anotado até esta quinta-feira era bem menor do que o planejado.

No Atacadão Tropical, localizado na rua Miranda Leão, o proprietário Allan Bandeira disse  que recorreu a uma estratégia diferente, em virtude da desaceleração da economia no primeiro semestre do ano. “Este ano nós recebemos e disponibilizamos brinquedos com antecedência”, disse, destacando o investimento 13% maior feito na compra de brinquedos que estão nas prateleiras há 90 dias.

Bandeira declarou que no ano anterior esse investimento não foi necessário, já que “o consumidor estava pedindo para comprar” os itens que variam de R$ 1 a R$ 600. Ainda assim, ele comentou que, como deixou de vender outros produtos neste período, vai avaliar se a estratégia valeu a pena.