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Balsa opera como ponto de desembarque de pescado no Porto de São Raimundo

A balsa de desembarque de pescado do Governo do Amazonas tem capacidade para receber 30 barcos de pesca ao mesmo tempo, sendo 15 barcos de cada lado. A Sepror está providenciando um ponto de venda de peixe nas proximidades do porto de São Raimundo. 24/08/2012 às 22:15
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A balsa de desembarque de pescado do Governo do Amazonas tem capacidade para receber 30 barcos de pesca
acritica.com* Manaus

O Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado da Produção Rural (Sepror), colocou em operação, na última quinta-feira (23), a balsa que vai ajudar a Prefeitura de Manaus na luta contra o extravio de alimento na capital.

A Balsa Circ está localizada no mesmo local onde ficavam as balsas de travessia para o Cacau-Pirêra. O horário de funcionamento será principalmente durante a noite, das 19h às 6h, ao contrário da balsa de desembarque da feira da Panair, que funciona das 3h às7h.

A balsa de desembarque de pescado do Governo do Amazonas tem capacidade para receber 30 barcos de pesca ao mesmo tempo, sendo 15 barcos de cada lado. A Sepror está providenciando um ponto de venda de peixe nas proximidades do porto de São Raimundo.

Balsa facilita venda

Um barco de pesca já atracou na manhã desta sexta-feira (24), com 25 mil sardinhas. O pescador está vendendo o cento do peixe a R$ 50. A previsão é de que a grande procura dos barcos seja no fim da semana que vem, quando deverá haver nova superprodução de pescado.

O ponto de desembarque de peixes no Porto do São Raimundo faz parte de um pacote de cinco medidas anunciadas pelo secretário de Produção Rural do Amazonas, Eron Bezerra, no último dia 16 de agosto, para ajudar a prefeitura de Manaus que é a responsável pelo desembarque do pescado na capital.

Reforço no Peixe Popular

Além da balsa, as outras ações de combate ao desperdício de pescado incluem o aumento de quatro para seis no número de caminhões frigoríficos do Programa Peixe Popular; quatro pontos fixos de venda de peixes em Manaus para facilitar o acesso dos consumidores e agilizar a venda do pescado; aluguel do frigorífico Ar Frio (Distrito Industrial) com capacidade para 900 toneladas para armazenar o excedente do pescado; e o recolhimento do peixe sem condições de comercialização (por estar abaixo do tamanho permitido para pesca) e inadequado para o consumo.

A meta é transformar esse alimento em ração animal ou em adubo orgânico, através de parceria com o Instituto Federal do Amazonas (IFAM).

Combate ao desperdício

O principal agravante para o desperdício do pescado em Manaus está na existência de um único posto de desembarque, agravado pela inexistência de um terminal pesqueiro. Atualmente, por decreto municipal nº 7925, de 7 de junho de 2005, apenas o posto do Porto da Panair, está autorizado em Manaus para desembarque, comercialização e distribuição de pescado.

“Nós não temos um terminal pesqueiro em Manaus. Nós temos um terminal de carga e descarga, feito pelo Ministério dos Transportes há 30 anos. O projeto foi elaborado quando Manaus tinha apenas 300 mil habitantes”, explicou Eron Bezerra.


*Com informações de assessoria