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Barco leva saúde a ribeirinhos do AM com atendimento médico e odontológico

Igreja Presbiteriana de Manaus visita aproximadamente 120 comunidades no ano, levando médicos e dentistas missionários 28/01/2012 às 16:56
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Ano passado, barco hospitalar atendeu mais de 6,2 mil pessoas em viagens ao longo do interior do Amazonas
ANA CELIA OSSAME Manaus

A chegada de um barco hospitalar em comunidades do rio Unini, no Município de Barcelos (a 405 quilômetros de Manaus) é sempre comemorada pelos moradores do local.

Levado pela Igreja Presbiteriana de Manaus (IPM), esse é o único atendimento médico e odontológico que chega naquele local. No trabalho iniciado desde o ano de 1992 do século passado, a igreja compartilha o foco principal da sua missão de evangelização com a prestação de serviços médicos e sociais e atendeu, ano passado, mais de 6,2 mil pessoas afirma o pastor titular da IPM, José João Mesquita.

Atualmente, a igreja conta com nove barcos hospitalares, sendo dois de tamanho grande, um médio e seis pequenos e com eles contabiliza a presença em  120 comunidades interioranas dos rios Negro, Solimões, Amazonas, Jaú e Unini.

Segundo o pastor, a igreja começou o chamado ministério com barcos viajando regularmente pelo interior e ao constatar a extrema carência de assistência médica decidiu, a partir de 1992, iniciar o projeto do barco hospitalar.

“Na década de 70, o pastor Caio Fábio D’Araújo e o pastor Franklin Arno começaram a viajar para comunidades próximas da capital e já constatavam a carência nessa área”, revela o pastor José João.

Nos barcos, acontecem consultas ambulatoriais e odontológicas, assim como a entrega de medicamentos gratuitamente. A maioria dos casos atendidos é de problemas gastrointestinais, parasitoses, dermatoses e ginecológicos. Outra ação importante é a realização de cirurgias de lábio-leporino, promovidas graças a ida de um médico voluntário de São Paulo. A cada viagem do barco, uma média de 20 a 30 cirurgias são realizadas, observa o pastor, explicando que a maioria dos que vão aos barcos buscar atendimento é de mulheres e crianças.

FINANCIAMENTO
O trabalho tem 70% do custo pagos pela IPM, 20%  financiados pelo Instituto Makenzie, de São Paulo, maior universidade particular do País, e 10% são cobertos por duas igrejas parceiras norte-americanas.

Há equipes voluntárias que, semanalmente, contribuem com a viagem doando roupas, calçados e brinquedos para serem distribuídos para as famílias e uma fixa, composta de médicos, dentistas, enfermeiros e pessoas que fazem a triagem, com trabalho voluntário, inclusive na evangelização de crianças e a tripulação do barco.

A igreja procura visitar cada comunidade pelo menos duas vezes no ano. Em algumas, nos rios Madeira, Madeirinha, Paraná do Ramos, Paraná do Urucará e Uatumã, a chegada dos médicos é feita por meio de aviões com a parceria da missão com Asas de Socorro, missão religiosa voltada para assistência médica.

Para finalizar, José João destaca que, ao contrário de algumas denominações mais novas só preocupadas em resolver problemas financeiros e momentâneos das pessoas, levando algumas a comportamentos ingênuos, a Igreja Presbiteriana de Manaus reforça sua missão central de levar o evangelho e melhores condições de vida de comunidades amazonenses.