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Manaus
APÓS CHUVA

Corpo de Bombeiros confirma morte da 2ª vítima de soterramento na Zona Norte

Samu constatou que adolescente de 17 anos não tinha sinais vitais e morreu no local. Outra jovem de 19 anos também morreu soterrada 22/09/2017 às 12:23 - Atualizado em 22/09/2017 às 16:49
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Foto: Márcio Silva
Rafael Seixas e Amanda Guimarães Manaus (AM)

A outra vítima do soterramento no bairro Nossa Senhora de Fátima 2, na Zona Norte de Manaus, Ismael Barros de Souza, 17, veio a óbito após ser resgatado na manhã desta sexta-feira (22) na rua Japurazinho. Mais cedo, a irmã dele, Sara Barros de Souza, 19, também morreu no soterramento.

Ismael chegou a ser atendido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu. A morte foi confirmada pelo Corpo de Bombeiros.

O pai de Sara e Ismael, Raimundo Nonato, informou que tinham quatro pessoas dentro da casa na hora da ocorrência. A esposa, uma criança de 5 anos, Sara e Ismael.

O tenente-coronel do Corpo de Bombeiros, Jair Braga, disse que 20 profissionais atuaram no local. “Fizemos um trabalho minucioso com 20 bombeiros, para encontrar o rapaz. O médico do Samu constatou o óbito no local e estamos acionando a Perícia Criminal”, disse.                       

“Essa é uma área de risco. Quando chove tudo piora. Pedimos que as pessoas não construam suas casas  em terrenos assim”, completou.

Família no aluguel social

O secretário da Defesa Civil do município, Cláudio Belém, afirmou que a casa da família será demolida depois do acidente na manhã desta sexta-feira (22). “Em alguns pontos da cidade de Manaus fazemos o acompanhamento dessas famílias locadas em área de risco. A casa será demolida e vamos testar a vulnerabilidade das residências do em torno. Depois vamos encaminhar elas para outros locais, caso seja necessário”, disse.

A Prefeitura de Manaus informou que tinha realizado um acompanhamento para a família vítima do deslizamento. Segundo o titular da Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Direitos Humanos (Semmasdh), Elias Emanuel, em 2016 uma casa vizinha do local também desabou durante a chuva.

“Ano passado tivemos uma casa ao lado que desabou. Tanto a defesa civil quanto a Semmasdh por meio do serviço social alertou aos proprietários sobre o risco que estavam correndo. Aconselhamos na época que entrassem no aluguel social, mas infelizmente tivemos essa negativa. Não temos o poder da polícia para tirar a família do local”, destacou.