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Braga aciona Dilma e Lula para pedir conselhos em relação à Adin

Senador se encontrará com ex-presidente na sexta-feira e Rebecca faz apelo a Geraldo Alckmin 22/08/2012 às 08:02
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O senador Eduardo Braga e deputada federal Rebecca Garcia em ação
Antônio Paulo ---

BRASÍLIA (SUCURSAL) - O líder do Governo no Senado e coordenador da bancada do Amazonas, no Congresso Nacional, senador Eduardo Braga (PMDB-AM), disse ontem que, independentemente das ações e recursos que o Governo do Estado está tomando junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), com relação à Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) do Estado de São Paulo contrária aos interesses do Amazonas, ele fará gestões políticas no Palácio do Planalto. Disse que vai conversar com a presidente Dilma Rousseff e pedir aconselhamentos políticos ao ex-presidente Lula, com quem se encontrará na sexta-feira, em São Paulo.

“A Adin que está no STF trata de uma questão jurídica entre os Governos de São Paulo e Amazonas. A Procuradoria-Geral do Estado (PGE) está analisando o que deve ser feito. Agora, aguardamos uma nota técnica do procurador-geral dando conta desses movimentos para que a bancada de deputados federais e senadores do Amazonas possa se mexer dentro do Congresso Nacional. Eu vou pessoalmente conversar com a presidente Dilma e com o ex-presidente Lula para ver o que podemos fazer do ponto de vista político”, declarou Braga.

Para o líder do Governo, a denúncia de São Paulo é uma covardia contra a Zona Franca de Manaus e o Amazonas como um todo. “Todos sabem que o PSDB sempre foi contra o modelo econômico que sustenta o nosso Estado. Há muito tempo isso vem ocorrendo, desde o presidente Fernando Henrique Cardoso; quando o (José) Serra foi ministro do Planejamento e governador o (Geraldo) Alckmin nas duas vezes à frente do Governo de São Paulo. O PSDB sempre foi contra o Estado do Amazonas daí os resultados das últimas eleições nada positivos”, disse Braga.

A vice-líder do Governo na Câmara, deputada Rebecca Garcia (PP-AM), foi ontem à tribuna defender o Amazonas. “Resta-nos o apelo para que o governador Geraldo Alckmin, que foi candidato a presidente da República e nesta condição deveria ter uma visão mais ampla do Brasil ter visão de estadista sobre a questão dos incentivos fiscais da Zona Franca”, discursou Rebecca. A deputada pediu aos colegas de Parlamento pressa nas discussões da reforma tributária que, segundo ela, vai pôr fim à guerra fiscal entre os Estados brasileiros.