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Busto de ex-governador passa por limpeza em Manaus

Obra em homenagem ao ex-governador Álvaro Maia, na Praça 14,  havia sido pintada de azul por desconhecidos 18/07/2012 às 08:26
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Busto de bronze foi limpo por funcionários da Secretaria Municipal de Limpeza Pública, que retiraram a tinta azulada
MILTON DE OLIVEIRA Manaus

O busto do ex-governador Álvaro Maia, instalado no canteiro central do bulevar que leva o nome dele, na esquina da  rua Santos Dumont, na Praça 14 de Janeiro, Zona Centro-Sul, foi limpo nessa terça-feira (17), depois de ser pichado com tinta azul, cobrindo os cabelos e a roupa. A limpeza foi feita por uma equipe da Secretaria Municipal de Limpeza e Serviços Públicos (Semulsp).

Segundo nota enviada pela Semulsp, o material usado para pichar o monumento foi “tinta spray a óleo, azul”. “Ela foi removida com o removedor adequado, evitando danos ao material da estatueta. A limpeza foi de difícil execução porque o bronze tem várias ranhuras, assim como os cabelos e detalhes do rosto do busto”, diz a nota.

Ainda conforme a secretaria de limpeza, o vandalismo mais comum, cometido contra o patrimônio público, é a pichação de prédios públicos e viadutos, que são restaurados com pinturas novas. “Eu cheguei hoje (ontem) de manhã para trabalhar e vi pessoas limpando o monumento”, contou o vendedor ambulante Josildo de Ferreira, 32.

Para o professor de Ciências Socias da Universidade Federal do Amazonas  Luiz Antônio Nascimento, as depredações aos monumentos públicos podem acontecer por conta do fato de que a população “não encontra relação entre ela e o monumento”. “Os monumentos são registros da história, do passado da sociedade. Só que esse registro deve expressar uma memória coletiva e não de um grupo pequeno, se não esses monumentos parecem estranhos às pessoas”, ressaltou ele.

Zelo necessário

O professor destacou também, que nenhum tipo de depredação do bem público, deve ser justificado porque é “parte da riqueza da população” e que as autoridades devem zelar pelo patrimônio. “Devemos ter o cuidado com o bem público, mas, por outro lado, devemos ter o cuidado também, na hora de fazer homenagens. A homenagem pública deve expressar a identidade da população porque uma coisa é uma homenagem dentro de um clube, com nomes de pessoas desse clube e outra coisa é a homenagem pública, onde a população se identifique com a pessoa homenageada”, concluiu, acrescentando também, que se a memória não expressa coletividade, as depredações vão acontecer.