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TIROS

Cabeleireira ameaçada de morte após briga por terreno é assassinada a tiros em Manaus

“Tinham umas pessoas querendo invadir uma área do Prosamim e ela não deixava porque é uma área pública”, disse um dos filhos dela 20/08/2017 às 13:12 - Atualizado em 20/08/2017 às 13:49
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Foto: Winnetou Almeida e Divulgação
Vinicius Leal e Dani Brito Manaus (AM)

Uma cabeleireira que estava sendo ameaçada de morte após se envolver em uma briga por terreno foi assassinada a tiros na manhã deste domingo (20), em Manaus, por volta das 10h40, na rua 13 de maio, bairro Colônia Oliveira Machado, na Zona Sul da capital. Suely da Silva Muniz, de 53 anos, estava em via pública quando foi surpreendida por dois homens a pé, que efetuaram os disparos e fugiram.

A vítima foi atingida com seis tiros, quatro nas costas, um na perna e outro num pé. Segundo familiares, após se aproximarem e atirarem em Suely, os dois assassinos fugiram a pé e entraram em um veículo não identificado que os aguardava a poucos metros do local do crime. A vítima ainda foi socorrida e levada ao Serviço de Pronto Atendimento (SPA) da Zona Sul, mas não resistiu aos ferimentos e chegou em óbito no hospital.

Familiares da cabeleireira acreditam que o crime pode estar relacionado a uma briga por um terreno localizado no conjunto Prosamim da Colônia Oliveira Machado, próximo de onde a vítima morava. Segundo eles, Suely costumava cultivar mudas de planta no local público, mas um homem não identificado queria invadir e ocupar o local. Os dois já haviam brigado diversas vezes e a cabeleireira, inclusive, fez um Boletim de Ocorrência contra ele.

A vítima, segundo parentes, já vinha recebendo ameaças de morte. “Minha mãe não fazia mal para ninguém. Ela só cortava cabelo. Tinham umas pessoas querendo invadir uma área do Prosamim e ela não deixava porque é uma área pública. Essas pessoas vinham ameaçando ela. A gente já tinha ido na delegacia fazer registro disso. Inclusive agora, dia 23, ela tinha uma audiência, mas acabaram matando ela antes”, afirmou Sandro Adiel Muniz, 29, filho de Suely.

A família não informou a identificação do homem que havia brigado com a cabeleireira, mas acredita que ele pode estar envolvido no assassinato. A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) ficará responsável por investigar o caso. Até a publicação desta matéria, nenhum suspeito havia sido identificado ou preso.