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Caçamba envolvida em acidente estava acima da velocidade permitida, afirma Polícia Civil

Informações prévias dos peritos acusam falha humana do motorista do caminhão caçamba que colidiu com micro-ônibus 825 na última sexta (28). O tacógrafo do caminhão marcava entre 80 a 90 km/h 01/04/2014 às 20:54
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O trágico acidente deixou 15 vítimas fatais e 17 sobreviventes na avenida Djalma Batista, Zona Centro-Sul da capital
VINICIUS LEAL Manaus (AM)

O motorista Ozaias Costa de Almeida, 36, estava acima da velocidade permitida por lei, na última sexta (28), quando conduzia o caminhão caçamba que colidiu com micro-ônibus 825, em Manaus, e que deixou 15 pessoas mortas e 17 sobreviventes. Uma equipe de peritos da Polícia Civil concluiu que a caçamba estava acima de 80 km/h quando aconteceu o acidente, na avenida Djalma Batista, Zona Centro-Sul.

As informações foram confirmadas pelo perito Ádisson de Jesus, do Instituto de Criminalística (I.C.). Segundo ele, o tacógrafo do caminhão caçamba de cor branca e placas OAJ-8863 – aparelho que marca a velocidade do veículo – estava entre 80 a 90 km/h quando a colisão com o micro-ônibus aconteceu, ou seja, acima do limite de 60 km/h permitido naquele ponto da Djalma Batista.

Ádisson de Jesus descartou que falhas mecânicas na caçamba tenham causado o acidente. De acordo com ele, a barra de direção do automóvel só foi quebrada depois do impacto com o micro-ônibus. Logo após o acidente, os peritos do I.C. foram ao local, estudaram e recolheram vestígios do ocorrido, como marcas de pneus na via e a primeira colisão da caçamba com o meio-fio da Djalma Batista.

“A questão da falha humana, o excesso de velocidade, levará a crer se houve alguma situação (a mais), se ele (Ozaias) estava alcoolizado, se ele passou mal – isso ainda está em análise”, disse a perita Najara Assis à TV A Crítica. Já o tacógrafo do micro-ônibus 825 não foi encontrado no local do acidente. Entretanto, segundo o I.C., pelas provas coletadas, está descartada a culpabilidade do motorista do coletivo no acidente, Robert da Cunha Moraes, 27.

O laudo do Instituto de Criminalística sobre as causas do acidente só será divulgado no final do mês de abril, quando completar o prazo de 30 dias. O material será entregue ao delegado Luiz Humberto Monteiro, da Delegacia de Acidentes Trânsito (Deat), que investiga o caso. Até o momento, cinco sobreviventes do acidente prestaram depoimento.

Acompanhante

Raimundo Nogueira dos Santos, motorista de retro-escavadeira que estava de carona dentro da cabine do caminhão caçamba no momento do acidente, sobreviveu e está em casa após receber alta hospitalar do Pronto Socorro João Lúcio, onde recebia atendimento por conta do traumatismo crânio encefálico causado durante a colisão.

A reportagem tentou contato com Raimundo na casa dele, no bairro Colônia Santo Antônio, Zona Norte, mas o mesmo está impossibilitado de se comunicar, já que está com o rosto inchado e partes do corpo ainda com curativos. O depoimento dele na Deat é um dos mais importantes e que pode solucionar o caso.

Dentro do limite

Conforme o advogado Francisco Figueira, da empresa Etacom, responsável pela caçamba, o tacógrafo do veículo dirigido por Ozaias costumeiramente marcava velocidades dentro do limite permitido, 60 km/h. “Esse tacógrafo sinalizava sempre quando alguém ultrapassava o limite de velocidade, mas ele sempre dirigiu dentro do limite”, afirmou o Figueira.