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Caem em até 7% as vendas em postos de combustíveis na capital

Crise econômica e férias escolares são apontados como os principais vilões da queda no setor 15/07/2015 às 10:41
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Redução de percurso e troca por transporte coletivo ou bicicleta têm feito o manaura consumir menos combustível
Saadya Jezine Manaus (AM)

Gerentes de postos de combustíveis identificaram redução de até 7% no movimento de clientes em comparação ao mesmo período do ano passado. Com a crise, brasileiros reduzem desperdícios no seu orçamento, e motoristas optam por reduzir percursos, otimizar caronas ou utilizar transportes coletivos, diminuindo a circulação de consumidores em postos de gasolina da capital.

“Eu percebi que com o percurso realizado da minha residência até a faculdade, eu gastava diariamente R$ 20. Então, resolvi fazer uma experiência utilizando o transporte coletivo. A redução foi R$ 16,50 por dia e R$ 330, por mês. Com esse valor, eu consigo pagar o cartão de crédito, ou por dois meses a franquia do meu celular”, afirma Luciana Matos, acadêmica de economia.

A gerente de um posto localizado na zona Centro-Sul, Aldilene da Silva, destaca que a redução na movimentação de clientes é perceptível. “Se formos analisar, nessa mesma época, estávamos com o fluxo de gente mais intenso. Em termos de porcentagem, podemos dizer que a redução é de 5% em relação ao mesmo período do ano passado”, destaca. “No nosso posto, percebemos que essa redução ficou entre 5 e 7%”, afirmou José Carvalho, gerente de outro posto de combustíveis da capital.

“A diminuição é visível e normal. Nós temos dois fatores importantes que resultaram nesse quantitativo: a crise econômica brasileira e o período de férias escolares influenciaram diretamente esses índices”, afirma Luiz Felipe Moura Pinto, presidente do Sindicato dos Revendedores de Combustíveis do Amazonas (Sindicam).

Etanol e gasolina

Segundo economistas, vale a pena abastecer com etanol se o valor do litro custar até 70% do valor do litro da gasolina. Atualmente, a gasolina (R$ 3,59) está 77% mais cara que o álcool (R$ 2,75).  “Eu não vejo vantagem. Já tentei abastecer com álcool, mas senti que a queima ocorreu de maneira mais rápida”, destacou o empresário Dhiego Vilela. Mesmo fator que levou a médica Brena Cardoso, continuar optando pela gasolina “Eu só uso o álcool 1 vez por mês, que é para limpar o tanque, fora isso, eu utilizo a gasolina”, destacou.

Em vários postos da capital, houve um crescimento da procura por ácool. “Aumentou, mas não foi significativa, a gasolina ainda é mais procurada pelos motoristas”, afirma o frentista Hanon Lemos.