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Calçadas são ocupadas em feira clandestina no Cidade Nova

Feira irregular montada há dois anos na avenida Margarida, no bairro Cidade Nova, faz pedestre dividir pista com carros 17/07/2015 às 08:54
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Feira clandestina situada na avenida Margarita resiste às ações de desocupação e mantém a ocupação das calçadas
Acritica.com Manaus (AM)

Nos últimos dois anos uma feira clandestina tem ocupado a calçada da avenida Margarida, bairro Cidade Nova, Zona Norte. São mais de 20 quiosques espalhados pelo espaço destinado aos pedestres, sendo que alguns estão servindo até como moradia para os próprios vendedores.

Os pedestres que tentam passar pela calçada onde está a feira são obrigados a descer e se arriscar passando pelo canteiro da pista, uma das mais movimentadas do bairro.

 De acordo com a autônoma Fátima Marques, 43, que mora nas proximidades da feira conhecida como ‘Feira da Avenida Margarida’, a situação piora no período da noite. “No final da tarde, eles colocam churrasqueira na calçada, tiram mesas e cadeiras, chega a virar um ‘inferninho’. Como não tem fiscalização, eles fazem o que bem entendem, e os pedestres que acabam sendo prejudicados, pois ficam sem poder utilizar a calçada”, contou Fátima.

A autônoma informou que a feira surgiu como uma invasão. “Desde que começaram a construir lojas nesta área, um e outro começou a construir seu quiosque e que eu sei, hoje há famílias morando dentro desses cubículos”, disse.

Além da irregularidade de obstruir a passagem dos pedestres, os quiosques se abastecem de água e luz de forma clandestinas. “Como não são regulares, toda a ligação de luz e água são feitas de qualquer forma. A qualquer momento esta feira pode pegar fogo e ocasionar sérios problemas para os próprios vendedores”, reforçou Fátima.

Um comerciante que tem um quiosque na feira clandestina, que preferiu não se identificar, contou que havia ficado desempregado e como morava alugado, pegou todo o dinheiro que tinha para receber na rescisão e investiu em comprar um dos quiosques.

“Hoje sustento a minha família com o que vendemos aqui na feira, e como não temos mais condições de alugar um canto, minha família vive neste quiosque”, disse o vendedor.

Ele informou que todos que trabalham na feira clandestina buscaram ajuda com os órgãos públicos para regularizar o local de venda, mas nunca tiveram retorno. “Enquanto nada é resolvido, continuamos com as vendas na avenida, pelo menos estamos trabalhando honestamente”, reforçou.

Envio de fiscais 

A Secretaria Municipal do Trabalho, Empreendedorismo, Abastecimento, Feiras e Mercados (Semtef) informou que não tem conhecimento da feira clandestina, localizada na avenida Margarida, bairro Cidade Nova, mas que irá enviar nesta sexta-feira, 17, uma equipe de fiscais ao local para verificar a situação e que caso os ambulantes estejam obstruindo a passagem de pedestres, os mesmo serão notificados a comparecer à sede da Semtef.