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Manaus
CENTRO DE MANAUS

Camelôs ameaçam voltar às ruas após problemas em galeria popular

Grupo de ambulantes ameçam retornar para as ruas e calçadas do Centro da cidade, caso a Prefeitura de Manaus não apresente uma solução para as péssimas condições estruturais de camelódromo 15/09/2017 às 16:04 - Atualizado em 15/09/2017 às 16:07
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Sem manutenção, estrutura do camelódromo tem piorado a cada dia, causando transtorno para clientes e vendedores (Foto: Euzivaldo Queiroz)
Isabelle Valois Manaus (AM)

Uma série de problemas estruturais nas galerias populares que receberam os camelôs retirados das ruas do Centro pela Prefeitura de Manaus pode provocar uma “evasão em massa” dos vendedores, que ameaçam voltar para as calçadas para aumentar a renda, que caiu muito nos camelódromos. Atualmente, das 300 barracas existentes na Galeria Floriano Peixoto, apenas 30 continuam abertas.

E é esse grupo de 30 vendedores ambulantes que ameaça retornar para as ruas e calçadas do centro da cidade, caso a Prefeitura de Manaus não apresente uma solução para as péssimas condições estruturais do camelódromo que, desde que foi inaugurado, há quatro anos, nunca recebeu manutenção.

De acordo com o vendedor Romildo Moreira, 45, nos últimos dois anos o local tem apresentado problemas na infraestrutura. A última situação e mais grave foi um curto circuito que ocorreu ainda em julho. A ocorrência resultou na queima dos ventiladores do camelódromo.

Após o ocorrido, os vendedores acionaram a Subsecretaria Municipal do Centro Histórico (Subsemch), que retirou os ventiladores para uma manutenção há quase dois meses e, até agora, não devolveu os equipamentos e nem apresentou solução para o problema do calor. A “gota d’água”, contam os vendedores, foi quando uma cliente passou mal dentro do camelódromo por conta do forte calor, chegando a desmaiar no local.

“Tem dias que o calor fica insuportável. Quando tínhamos os ventiladores, até dava para amenizar, mas nesses últimos meses a situação só tem piorado. Depois deste ocorrido, nós resolvemos nos organizar entre nós, vendedores, para buscar uma solução, e não encontramos outra a não ser retornar para as ruas do Centro”, disse Romildo.

Banheiros

Outra situação precária apontada pelos denunciantes são as péssimas condições dos banheiros. Para buscar uma solução, os vendedores se reuniram e decidiram cobrar o valor de R$ 1 para o uso. Com esse dinheiro, eles compram o material de higiene e pagam alguém para limpar os banheiros. Mas, não conseguem custear a reforma do ambiente. “Nossos banheiros estão totalmente deteriorados e precisam de uma reforma. Vai chegar um dia que nem nós vamos conseguir usar esse banheiro”, comentou o vendedor Manoel Monteiro, 40.

Turista vítima da falta de manutenção

A situação não é muito diferente no camelódromo que abriga os artesão que foram retirados da praça Tenreiro Aranha, Centro. Conforme o presidente da Associação dos Artesãos do Amazonas, Carlos Alberto Frás Cruz, 58, uma turista caiu recentemente da escada de madeira que fica na entrada do camelódromo, na avenida Floriano Peixoto.

“Queremos retornar para a praça, pois neste local fomos esquecido e estamos sem estrutura. Quase não temos mais clientes e, quando aparece alguém, acontece um acidente por falta de manutenção do local. Poderíamos até arrumar a escada, mas não temos tido nenhum lucro, só prejuízo, pois quase não vendemos. Até apresentei uma proposta para a prefeitura de um possível retorno de onde começamos, mas até o momento não tive resposta”, detalhou.

Solução dentro de uma semana

A Subsecretaria Municipal do Centro Histórico (Subsemch) informou que os aparelhos foram retirados da galeria no dia 11 de agosto e, concluídos os reparos, o que deve acontecer até a próxima semana, eles serão instalados novamente no camelódromo Floriano Peixoto 1.