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Camelôs atingidos pela alagação no Centro de Manaus ocupam passarela

Construída para facilitar o fluxo de pedestres enquanto as águas ocupam o passeio público, passarela agora é ponto de venda 07/06/2012 às 10:28
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O medo dos camelôs, que trabalham próximo ao Relógio Municipal, é de que sejam impedidos de retornar aos pontos
Milton de Oliveira Manaus (AM)

Vendedores ambulantes, cujas bancas ficam na praça da Igreja Matriz (antiga praça Oswaldo Cruz), próximo ao relógio municipal, obstruem o fluxo de pessoas que usam a passarela instalada no local. A ordem da Secretaria Municipal de Produção e Abastecimento (Sempab), é de que eles deixem livre os acessos construídos em razão da cheia que afeta o Centro.

A ocupação é justificada pelos vendedores, que temem perder o ponto quando o nível das águas baixarem. “Não construímos nada. Permanecemos no nosso ponto. O que fizemos foi adaptarmos à enchente, construindo pequenas marombas”, contou Francisca dos Santos, 45, que há oito anos está no mesmo local. Há 20 anos no mesmo local, o camelô Raimundo Martins, 69, disse que não ouviu reclamação de nenhum fiscal da prefeitura ou pedestre. “Fomos orientados a ficar sem perturbar a passagem das pessoas e estamos respeitando”.

Para alguns pedestres o espaço da passarela fica pequeno com a presença dos vendedores. “Quando não tem ninguém comprando com eles, você passa sem problemas. Mas, com clientes nas bancas, o espaço estreita mais. Isso é chato”, disse a professora Lucinda Ferreira, 35.

Conforme a Sempab, a ordem é transferir os vendedores ambulantes para as ruas Marcílio Dias e Emílio Moreira, Centro. “Os que decidissem ficar, terão de fechar a barraca e não comercializar nada, até que a situação volte à normalidade”, disse a assessoria do órgão.

Para o Sindicato do Comércio de Vendedores Ambulantes de Manaus (Sincovam) o vendedores que decidiram ficar local, “não representam problemas para o fluxo de pedestres”. “Apoiamos a retirada dos camelôs que estavam na 7 de Setembro e na rua 10 de julho e daqueles que estavam atrapalhando a passagem dos pedestres. Mas, agora, não tem ninguém circulando na Matriz porque não há ônibus”, frisou o presidente Raimundo Ignácio.

Retiradas

De acordo com a Secreta Municipal de Produção e Abastecimento (Sempab) ria até ontem haviam sido retirados 30 vendedores ambulantes da praça da Matriz. Não foi oferecida nenhuma garantia de que eles voltarão a ocupar o lugar quando as águas baixarem.