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Manaus
MANIFESTAÇÃO

Camelôs do shopping T4 fazem protesto para cobrar promessas da Prefeitura

Uma das principais reclamações dos comerciantes é a falta de lojas ‘âncoras’ e agências bancárias instaladas no shopping para atrair público 21/03/2018 às 20:29
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Foto: Divulgação
Danilo Alves Manaus (AM)

Camelôs realizaram uma manifestação na tarde desta quarta-feira (20) em frente ao shopping Phelippe Daou, mais conhecido como shopping T4, na Zona Norte de Manaus para denunciar o abandono do local, além de reivindicar promessas feitas pela Prefeitura de Manaus, e que segundo a categoria não foram cumpridas desde que o estabelecimento inaugurou, há três meses.

Uma das principais reclamações, segundo a comerciante Aurizeth Mendes, 40, é a falta de lojas ‘âncoras’ e agências bancárias para chamar o público.  Segundo ela, a queda nas vendas ultrapassou os 90% nos últimos três meses.

“Hoje somos 743 boxes que vivem no abandono. No dia da inauguração prometeram pelo menos quatro lojas de departamento, além de bancos como o Bradesco, mas até agora não houve a instalação desses estabelecimentos por aqui. O resultado é o prejuízo. É triste ver as pessoas passaram na frente do shopping achando que ainda está fechado, também falta divulgação”, afirmou.  

Além disso, problemas como o corte do auxílio ao trabalhador no valor de R$1 mil e falta de verba para empréstimos também foram colocadas durante a manifestação.

“Eu vendia bijuterias no Centro de Manaus e hoje tive que mudar de ramo para atrair clientes. No entanto, só estou no prejuízo. Alguns comerciantes não conseguiram se manter e perderam os boxes, devido ao corte do auxilio de mil reais. Todos nós que estamos manifestando queremos ficar no local, mas sem ajuda não dá”, lamentou.

O comerciante Frank de Oliveira, 42, também precisou trocar de ramo para tentar vender mais e não conseguiu manter o lucro que tinha quando estava no Centro de Manaus. Ele disse que a estrutura do local é precária e quem visita o local percebe que o Shopping T4 está com acabamento por fazer.

“Nós compramos lâmpadas para colocar nos corredores, devido à falta de apoio da Prefeitura. Outro problema é a falta de segurança. Nós estamos com dois guardas municipais que ficam a noite e sofrem com o vandalismo”, disse.

Durante o ato, os manifestantes seguravam cartazes e faixas pedindo soluções para o poder público, entre eles Jéssila Cruz, 39. Dona do Box 210, ela disse que o estacionamento pago no valor de 5 reais por hora é outro empecilho. Muitos motoristas desistem de comprar no estabelecimento devido ao preço.

“O shopping já não tem muitas opções, é feio, porque está cheio de caixas de esgoto expostas nos corredores. Quem é que vai querer visitá-lo? É preciso soluções já”, revelou.

A reportagem entrou em contato com a Secretaria Municipal de Comunicação (Semcom) para pedir um posicionamento da Prefeitura a respeito da manifestação, mas, até o momento, não obteve resposta.

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