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Camelôs seguem no caminho de Artur Neto

Destino dos mais de 2 mil vendedores que ocupam as calçadas do Centro de Manaus e organização da área são desafios que devem marcar a gestão do prefeito eleito, que ainda é lembrado pela polêmica retirada dos camelôs na década de 90 30/12/2012 às 11:42
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Em muitos trechos do Centro de Manaus, andar pelas calçadas é tarefa quase impossível
Ana Celia Ossame Manaus, AM

Artigos eletrônicos, relógios, roupas, calçados, ferramentas das mais variadas, CDs, joias, sopas, churrascos e pastéis feitos na hora, com direito a fumaça e calor. Tudo o que se procurar tem um camelô vendendo no Centro de Manaus. Mas não é tão fácil chegar a eles, porque a quantidade de pessoas em barracas é tamanha nessa época do ano que, para transitar nas calçadas de avenidas como Eduardo Ribeiro, Marechal Deodoro, Barroso e 7 de Setembro, é preciso fazer um esforço enorme.

A atual administração fez um acordo com empresários para a construção do Shopping Popular Provisório, que seria instalado na área do Porto de Manaus, para abrigar os camelôs até a definição de outro local onde eles pudessem ficar.

Mas uma batalha judicial envolvendo o empreendimento foi movida pelo Ministério Público Federal no Amazonas (MPF-AM), que conseguiu embargar a obra em agosto de 2010. A justificativa foi a de que o local escolhido para a obra se tratar de área protegida pelo patrimônio histórico, que seria descaracterizada com a construção do shopping.

O MPF moveu ação contra o prefeito de Manaus, Amazonino Mendes, o então secretário municipal de Planejamento Urbano, Manoel Ribeiro, por improbidade administrativa e também contra o então superintendente regional do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Juliano Valente. No entendimento do MPF, Valente autorizou o início das obras sem que a autarquia federal tivesse analisado o projeto, bem como a arrendatária do Porto de Manaus Estação Hidroviária do Amazonas S/A (EHA), a pessoa jurídica Rodway Centro Comercial S/A (UAI Shopping).

OCUPAÇÃO

Nessa época do ano, em que as festas levam milhares de pessoas ao Centro da cidade, constata-se não só um aumento do número de camelôs, como a ocupação de mais espaços da Praça do Relógio Municipal, na Eduardo Ribeiro.

Ali, na última quinta-feira, o vendedor de refrigerantes e sanduíches Geraldo Pereira Lopes, 41, usava um banco da praça para expor caixas de garrafas de água e refrigerantes. Com a justificativa de que era um “depósito” provisório, pois o produto seria usado numa festa no final de semana, ele não se incomodou em manter o espaço ocupado até quando fosse conveniente a ele.

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