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Campanha da Fraternidade 2012 tem início com Missa de Cinza

Nesta quarta-feira, 22, a CNBB lança oficialmente sua campanha com o tema A Fraternidade e a Saúde Pública”, e o lema "Que a Saúde se difunda sobre a terra"  20/02/2012 às 18:18
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Situação da saúde pública no País é o tema da campanha 2012, escolhido pela CNBB
Marlen Lima Manaus

Para este ano, o tema escolhido é direcionado à saúde, assim com o tema “A Fraternidade e a Saúde Pública”, e o lema "Que a Saúde se difunda sobre a terra", a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) quer trabalhar com objetivo de humanizar mais esta área de muita carência para um país com as dimensões do Brasil. Assim, a abertura oficial da Campanha da Fraternidade de 2012 está marcada para esta quarta-feira, 22, na Catedral Metropolitana Nossa Senhora da Conceição com a missa de Cinzas, que será presidida por Dom Luiz Soares Vieira.

A Arquidiocese de Manaus convidou todos os profissionais de saúde do estado, das áreas pública e privada, para participarem da missa de Cinzas. Segundo Guadalupe Peres, já que a saúde brasileira, e no Amazonas não seria diferente, passa por problemas e tem gerado muitas reclamações da população, o que se busca com a campanha é disseminar mais o que diz na “Carta dos Direitos à Saúde”, conferida pelo Conselho Nacional de Saúde.

- “O que se sabe é que a grande maioria desconhece o teor dessa carta, que trata dos direitos que todos tem na saúde, e o se quer é isso, divulgar mais e levar ao conhecimento de todos”, afirma Guadalupe, que destaca que um dos pontos de maior reclamação da população é sobre a forma do atendimento que se encontra na saúde, em especial, pública.

- “Precisamos humanizar mais a saúde, sensibilizar mais as pessoas desde o atendimento básico, inicial, porque a população tem reclamado muito, portanto, precisamos acolher melhor as pessoas que já vão doente, fragilizadas ao serem atendidas”, diz Guadalupe.

Exemplos de que alguns sistemas de atendimento na saúde pública não estão indo ao encontro dos anseios da população, é o caso do atendimento de marcação de consulta por telefone, que tem gerado mais insatisfação do que celebração na melhoria da qualidade do serviço.

Do SUS também não tem sobrado críticas, e para o bispo auxiliar de Manaus, Dom Mário Pasqualotto, o Sistema Único de Saúde (SUS) é organizado, mas “lento”. Ele destaca a necessidade de mais espaços de saúde (hospitais, pronto-socorros, unidades básicas de saúde), principalmente os de média e alta complexidade.

- “A sociedade precisa que o SUS funcione melhor. Tem pessoas que esperam um, dois meses para fazer um raio-x, um ano para marcar uma cirurgia e tem doença que não espera”, ressaltou Pasqualotto.