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Campanha educativa recolhe quatro toneladas de lixo próximo a ponte Rio Negro durante o feriado

Durante a ação, que contou com o apoio do Ipaam, secretarias e várias escolas, foram distribuídas mais de mil sacolinhas de lixo aos motoristas que passavam pela ponte 08/06/2012 às 07:14
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Estudantes recolhem lixo ao longo da estrada do Brito, em Iranduba. Ao fundo “turista” se diverte em pescaria num dos novos “points” de lazer do manauense
Milton de Oliveira Manaus

Estudantes da rede pública de Iranduba (município a 25 quilômetros de Manaus) recolheram nesta quinta-feira (7) quatro toneladas de lixo deixadas por “turistas” na cabeceira da ponte Rio Negro e nos lagos formados pela enchente ao longo da estrada do Brito. Durante a ação, que contou com o apoio do Instituto de Proteção Ambiental do Estado do Amazonas (Ipaam), secretarias e várias escolas, foram distribuídas mais de mil sacolinhas de lixo aos motoristas que passavam pela ponte.

Conforme o diretor presidente do Ipaam, Antonio Stroski, o objetivo era chamar a atenção da população e visitantes para o lixo produzido à margem da estrada do Brito, que liga a ponte à rodovia Manuel Urbano (AM-070), a Manaus-Manacapuru.

“A cheia criou um cenário muito agradável para que as pessoas passem o fim de semana ou feriado se divertindo. Mas a preocupação é que elas não podem vir a um ambiente natural e deixar as marcas da visita, jogando lixo no rio ou na margem da via”, advertiu Stroski.

De acordo com ele, o benefício do ambiente natural deve ser aproveitado por todos. “Se é um lugar bonito e agradável, devemos conservá-lo também para os nossos descendentes. Além do mais, já sabemos o que acontece quando não damos um destino adequado aos resíduos. Então, devemos deixar o ambiente limpo”, concluiu.

Mutirão
Com a ajuda de 70 estudantes da rede municipal de Iranduba, que fizeram a limpeza geral, o órgão ambiental quis despertar a consciência dos visitantes para o perigo de degradação do local. “Muitas vezes, as pessoas que frequentam esse lugar não percebem que o lixo deixado na beira da estrada ou no rio vai acabar a própria diversão deles porque os peixes vão morrer”, advertiu a professora Léia Dourado, 35.

Antes de começar a recolhida do lixo, a fanfarra da Escola Estadual Cecília Carneiro, de Iranduba, chamou a atenção dos frequentadores tocando músicas conhecidas.

“Esse tipo de ação deve acontecer sempre. Essa área ainda não está contaminada, mas você já vê garrafas PET e latas de refrigerante flutuando. Devemos ter cuidado para não estragar esse lugar”, disse a professora Hedríssia Alcantara, 37.

De acordo com os organizadores da ação de limpeza empreendida nesta quinta (7), depois do banho de rio, a pescaria é uma das práticas preferidas de quem frequenta as áreas alagadas da ponte.