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Campanha para criar o Partido Republicano da Ordem Social chega ao AM

Nova legenda precisa assegurar 482,8 mil assinaturas e pedir a aprovação de seu estatuto ao TSE 02/02/2013 às 08:50
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Dirigente nacional do PROS, Eurípedes Jr (Centro), veio a Manaus apresentar planos e representantes no Amazonas
MARIANA LIMA ---

A criação do Imposto Único Federal (IUF) tornou-se a bandeira pela qual o embrionário Partido Republicano da Ordem Social (Pros) quer se viabilizar como opção partidária no Brasil. Ontem, na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE-AM), representantes da futura comissão provisória do partido apresentaram as propostas para tornar possível a criação da sigla que precisa de cem mil assinaturas e já busca parcerias com políticos da capital e do interior do Estado para participar das eleições de 2014.

No site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estão 30 partidos políticos oficiais no Brasil. A última sigla a passar por todas as etapas de criação exigidas pela Justiça Eleitoral foi o Partido Ecológico Nacional (PEN), aprovado pelo TSE no dia 19 de junho de 2012. Um ano antes nasceu o Partido da Pátria Livre (PPL).

Segundo o presidente nacional do Pros, Eurípedes Macedo Jr, o movimento pela criação do partido iniciou no dia 4 de janeiro de 2010 em Brasília. Dois anos depois, políticos do Amazonas apresentaram interesse em aderir ao partido conseguindo a confirmação do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) no dia 30 de março do ano passado.

O ex-vereador Darlison Silva (DEM) e o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Josildo de Oliveira (PRP) são os responsáveis pela criação da legenda no Amazonas. Eles deverão assumir a presidência estadual do partido.

Darlison afirmou que já iniciaram conversas com políticos amazonenses que estão com mandatos, mas preferiu não entrar em detalhes. “Já conversamos com deputados e vereadores do interior, mas no momento nós preferimos não revelar os nomes. Eles preferem assim, por conta das questões pessoais, partidárias e para evitar retaliações. Mas na hora certa esses nomes serão revelados”, disse Darlison.

O ex-vereador garante, no entanto, que as conversas estão adiantadas com políticos da capital e do interior. “Nós conversamos com três deputados, vereadores da capital e prefeitos do interior. Mas, por enquanto, são só conversas. E conversa não é garantia de interesse para ninguém” afirmou Darlison.

Para se oficializar um partido político, é necessário a concretização de quatro passos. O primeiro deles é registrar o partido político no Cartório do Registro Civil das Pessoas Jurídicas, em Brasília. Este documento precisa ser assinado por pelo menos 101 pessoas, que correspondem aos fundadores.

A segunda etapa consiste na coleta de assinatura do correspondente de, pelo menos, 0,5% (482,8 mil) dos votos válidos dados na última eleição para a Câmara dos Deputados. A coleta tem que ser feita em nove estados diferentes, e as assinaturas precisam corresponder a 10% do eleitorado de cada local.

A aprovação do pedido de estatuto do partido junto ao TSE é a última etapa. É o tribunal que julga se há todas as recomendações necessárias para a criação do novo partido.