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Candidatos atacam durante segundo debate entre prefeituráveis de Manaus

Propostas repetitivas e manifestações de solidariedade ao prefeito de Manaus, Amazonino Mendes, marcam o primeiro bloco do segundo debate entre prefeituráveis em Manaus 24/08/2012 às 08:25
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Candidatos a prefeito no segundo debate para a televisão
Ana Carolina Barbosa Manaus

Os cinco blocos do segundo debate entre os prefeituráveis de Manaus, promovido na noite desta quinta-feira (23/08), foram dedicados a críticas a gestões passadas e às tentativas de cinco dos seis participantes de vincular a imagem do candidato tucano Artur Virgílio Neto (PSDB) à do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, seu correligionário e responsável pela Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) em curso no Supremo tribunal Federal (STF) para tentar barrar os incentivos fiscais concedidos pelo Estado à Zona Franca de Manaus.

O debate, a exemplo do primeiro, foi realizado pela emissora de TV Band Amazonas. Poucas propostas novas foram colocadas ao público. O encontro de seis dos nove prefeituráveis marcou, também, o início dos ataques na campanha eleitoral deste ano, até então, considerada fria pelos críticos.

 Estiveram presentes os seguintes candidatos: a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB), da coligação Melhor pra Manaus; o ex-prefeito Serafim Corrêa (PSB), da coligação Agora somos nós e o povo; o ex-senador Arthur Virgílio, da coligação O futuro é agora; os deputados federais Sabino Castelo Branco (PTB), da coligação O povo caminha para a vitória, Pauderney Avelino (DEM), da coligação Renova Manaus e Henrique Oliveira (PR), da coligação Manaus pra frente.

Arthur Virgílio Neto, ao explicar que não tem ligação com a ADI que tramita no STF, afirmou que rompeu com Alckmin há um ano e que eles pertencem a “facções diferentes” dentro do PSDB.

Ao responder a uma provocação de Vanessa Grazziotin, a qual insinuou que não houve rompimento, já que ambos continuam membros da mesma sigla, Arthur também atacou, comentando que a candidata do governador Omar Aziz (PSD) teria “amolecido” no que diz respeito ao Projeto de Emenda à Constituição (PEC) dos Tablets, e que se ainda estivesse no Senado, à época da votação da PEC, tentaria ao máximo garantir que o produto fosse fabricado no Polo Industrial de Manaus e não na região Sul do País, como ocorreu.


O tucano também falou de projetos que estarão inseridos no seu plano de governo, tais como a otimização do serviço prestado pelo Transporta aos deficientes físicos da capital, investimentos em acessibilidade e prevenção às doenças, a exemplo do câncer de útero. Ele também teve que falar sobre propostas para camelôs, tema delicado, já que no início da década de 90, quando o tucano era prefeito da capital, uma ação da Guarda Metropolitana para a retirada de ambulantes do Centro foi considerada truculenta. Ele propôs, na ocasião, a construção de shoppings populares no Centro e na periferia da cidade com a anuência da categoria.

Outras propostas

Henrique Oliveira dedicou parte do tempo para dizer que, ao contrário dos demais parlamentares que pleiteiam o cargo de prefeito, ele esteve m Brasília esta semana e reuniu-se com o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, para pedir agilidade na votação da PEC que prevê a prorrogação da Zona Franca de Manaus por mais 20 anos.

Entre os projetos do republicano para a capital estão melhorias na banda larga, aumentando a velocidade da internet. Ele aproveitou a oportunidade atacar a gestão atual, chamando Manaus de “lixo a céu aberto” e disse que procurará maneiras mais econômicas para promover a reciclagem, fazendo com que a coleta funcione nos três períodos do dia.

Serafim Corrêa, embora não tenha criticado diretamente o atual gestor, disse que há projetos lançados por ele, como a domingueira e a integração temporal, ambas ligadas ao transporte coletivo, que precisam ser retomados. Ele garantiu, ainda, que, caso eleito, a nomeação dos concursados da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) será uma das suas primeiras ações, além do lançamento de um programa voltado ao atendimento de gestantes.

Sabino Castelo Branco dedicou os quatro blocos para criticar os ex-gestores do município, afirmar que a “casa” está desorganizada e que houve desvios de recursos em várias áreas. Ele também tentou derrubar a tese de Vanessa Grazziotin de que ela, a presidente Dilma Rousseff (PT) e Omar Aziz, são uma equipe, afirmando que é amigo pessoal de Omar. Henrique Oliveira também ressaltou que o apoio do governo federal ocorrerá independente de quem seja o eleito.


Pauderney trouxe à tona a polêmica dos mototaxistas, ressaltando que a regulamentação da categoria tem que ocorrer, mas o número de profissionais deve ser analisado. Sobre melhorias na internet na capital, a idéia do parlamentar é instalar antenas nas escolas possibilitando o sinal via satélite.

Vanessa Grazziotin, que vem tentando atrelar sua imagem à da presidente da República e a do governador Omar Aziz, se disse parte da equipe, já que têm o apoio dos partidos de ambos, membros de sua coligação. Ela sugeriu o reforço da Guarda Municipal e melhorias no sistema de iluminação pública, além de parcerias com o governo federal para aumentar o orçamento municipal.


Solidariedade

No início do primeiro bloco, com exceção de Serafim Corrêa e Sabino Castelo Branco, desafetos do prefeito Amazonino Mendes, todos os demais aproveitaram a oportunidade para se solidarizar com o atual chefe do executivo e sua família, já que Amazonino encontra-se em São Paulo, onde está internado à espera de uma cirurgia cardíaca para a desobstrução de uma artéria. Cada candidato teve a oportunidade de falar sobre planos para áreas específicas, como transporte, arborização, saneamento básico e trânsito.