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Candidatos denunciam problemas no vestibular da UEA na capital e no interior do Amazonas

Em Borba, oito alunos registraram BO na delegacia alegando que os portões foram fechados antes da hora. Em Manaus, as reclamações foram voltadas para o IEA 10/11/2012 às 17:27
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Alunos vão à delegacia em Borba registrar BO contra a UEA
Ana Carolina Barbosa Manaus

Cerca de dez candidatos que prestariam o vestibular da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), neste sábado (10/11), em Borba (a 150 quilômetros de Manaus), foram impedidos de entrarem na Escola Estadual Bento José de Souza (bairro Bela Vista), porque os portões fecharam às 12h30, 20 minutos antes do horário previsto em edital, segundo pais de alunos.

Já na capital, pais de candidatos reclamaram da falta de informações aos sabatistas, que entraram às 12h50 no Instituto de Educação do Amazonas (IEA) – rua Ramos Ferreira, Centro -, e só farão a prova às 19h. Até lá, eles ficarão sem comida e água, conforme desistentes e familiares.

No caso de Borba, pelo menos oito pessoas formalizaram Boletim de Ocorrência (BO) no Distrito Policial do município reclamando que os candidatos foram lesados. De acordo com a mãe de um aluno que prestaria vestibular para medicina, Néia Alves Rodrigues, 35, os alunos tentaram reivindicar no local da prova, mas foram informados que o horário estabelecido para o fechamento do portão ocorreu com base no relógio da escola e não dos alunos.

A candidata Mágda da Silva de Souza, 18, a qual prestaria vestibular para enfermagem, alegou que chegou cinco minutos antes do horário previsto para o fechamento dos portões, mas ainda assim foi impedida de entrar. “Cheguei lá faltava cinco minutos para os portões fecharem e tinham umas oito pessoas lá na frente reclamando que foram barradas. Falamos com o responsável pela prova, mas ele disse que era pra termos chegado às 12h, mas no edital diz que iam fechar os portões dez para as 13h”.

Ela fez parte do grupo de alunos que registrou ocorrência na delegacia e reclamou que no Distrito Policial havia apenas uma pessoa e que os candidatos lesados não conseguiram ter a cópia do documento porque a delegacia não tinha impressora.

Manaus

O corretor Elder Andrade, 47, pai da candidata a uma vaga para o curso de odontologia Brenda Cristina Andrade, 19, informou que a filha deu entrada no IEA às 12h30. De acordo com ele, algumas pessoas foram impedidas de fazer a prova porque, embora o cartão de identificação apontasse que o local da prova era o instituto, alguns nomes não apareciam na lista de candidatos.

Por conta disso, eles foram remanejados para uma sala da escola para aguardar para fazer a prova às 19h. Ele alega que a mesma situação ocorreu com cerca de 20 pessoas.

Já a dona de casa Rosiléia Betânia Silva de Melo, 38, reclama que a sobrinha Isabelle Cristine, 18, que prestará vestibular para medicina, não foi informada, assim como os demais alunos, que ficaria sem alimentação e água das 12h50 às 19h, horário em que será aplicada a prova para candidatos sabatistas.

“Eles chegaram para fazer a prova, mas ninguém os comunicou que iam ficar de meio-dia às 19h em uma sala sem água e comida e no calor. Os pais também não podem levar nada para eles comerem. Cerca de 50 alunos desistiram e saíram do colégio”, explica.

Ela também reclama do tratamento dado aos candidatos por uma das coordenadoras no local. “O psicológico deles fica abalado. Ela (coordenadora) disse para eles irem embora se não quisessem esperar. Teve gente que até gravou. Vamos registrar um BO, pois esses jovens não podem ficar prejudicados. É toda uma situação de investimentos e é bem complicada uma situação desses candidatos”, frisou.

UEA

A assessoria de comunicação da UEA esclareceu que o IEA foi o local escolhido para aplicação de provas apenas aos candidatos sabatistas e portadores de necessidades especiais e ressaltou que, segundo o edital, esses alunos entrariam no horário normal (até 12h50), mas só iniciariam a prova às 19h por conta do resguardo do sábado. Pessoas que porventura não tiverem os nomes na lista de inscritos terão o direito à prova garantido mediante a apresentação do cartão.

Sobre fechamento dos portões antes da hora em Borba, a assessoria informou que a denúncia não procede e alegou que, segundo a Comissão de Ingresso e a Vunesp – organizadora do vestibular -, o início das provas no interior ocorreu de forma tranquila. A assessoria garantiu que a reclamação será repassada ao reitor da UEA e à comissão responsável e, em seguida, informará oficialmente qual procedimento o candidato que se sentir lesado deverá adotar.

O vestibular da UEA acontecerá em duas etapas, a primeira delas hoje e a segunda, amanhã. Inscreveram-se, ao todo, 49.021 alunos no Amazonas, os quais farão as provas em 130 escolas do Estado. Cerca de 3,5 mil vagas estão sendo oferecidas. O número de abstenções na primeira fase será divulgado amanhã, informou a assessoria.