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Canteiro de obras da Arena da Amazônia em Manaus vai ser liberado para visitação pública

População poderá conferir andamento da obra orçada em R$ 515 milhões que tem 14 pendências no Tribunal de Contas da União ( TCU) 01/02/2012 às 08:29
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UGP-Copa irá abrir o canteiro de obras da Arena da Amazônia para tornar obra mais transparente à população do Amazonas
Jornal A Crítica Manaus

O coordenador da Unidade Gestora dos Projetos da Copa (UGP-Copa), Miguel Capobiango (PMDB), declarou que a partir da próxima semana o canteiro de obras da Arena da Amazônia será aberto para visitação pública. A intenção, segundo Capobiango, é diminuir a “contaminação da população” com o que chamou de ‘contra-informação’. O anúncio vem menos de uma semana depois do coordenador da UGP dizer que não se sentia intimidado com os órgãos fiscalizadores como o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Tribunal de Contas do Estado (TCE).

“A intenção é evitar que vocês (sociedade) sejam contaminados com essa contra-informação. A gente quer ser o mais transparente possível, para evitar isso”, declarou.

A unidade controlada pelo secretário-geral do PMDB é a responsável por acompanhar a obra da Arena da Amazônia, orçada em R$ 515 milhões que já no início recebeu por parte do TCU indicação de sobrepreço.

Em novembro do ano passado, o TCU informou que a obra da Arena da Amazônia estava com 14 pendências que impediam a continuidade de repasses de verbas para prosseguimento da construção. A liberação de verba é um problema admitido pelo próprio coordenador da UGP. O Governo, na contra-mão do TCU, já investiu R$ 64 milhões do orçamento do Estado na arena porque o empréstimo junto ao BNDES só tem valores liberados após as pendências serem resolvidas ou esclarecidas junto ao tribunal.

 No entanto, Capobiango diz que todas as questões já foram esclarecidas e superadas. Acrescenta que aguarda apenas a definição do TCU sobre o assunto. Enquanto isso, a obra prossegue. Segundo a empresa responsável pela Arena, a Andrade Gutierrez, cerca de 35% da obra foi feita em 18 meses. A fase, agora, é levantar o concreto da Arena, o que deve ocorrer ao longo dos próximos seis meses. A respeito das pendências, nem TCU e nem TCE dão indicação se de fato foram superadas.

Pós-Copa

Capobiango disse que o Governo do Estado estuda a possibilidade de concessão do uso à iniciativa privada da Arena da Amazônia após o fim da Copa em 2014. “Temos que estudar isso (concessão) para determinar o que é melhor e rentável ao Estado. A Arena custa dinheiro para existir: é energia e muita água”, justifica.

Capobiango disse que a UGP-Copa avalia as operadoras de administração de arenas que atuam no Brasil auxiliando as cidades-sede. Entre os estádios que estão servindo de estudo para determinar o processo de concessão estão os europeus Allianz Arena, na Alemanha, e o Amsterdam Arena, nos Países Baixos.

 Até o momento o orçamento inicial da Arena não foi aditivado e estima-se para julho de 2013 a conclusão da obra. Um ano antes da realização do evento.

‘Denúncias tem cunho político’

Na última semana, o Instituto Amazônico de Cidadania (IAC) denunciou o Governo do Estado e a UGP-Copa ao Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), ao Ministério Público Federal e Estadual (MPF e MPE. A ação pede que sejam investigadas irregularidades na mudança no Projeto Executivo da Arena. “Nós apenas fazemos nosso papel de fiscalizar as obras do Estado”, disse Hamilton Leão.

Capobiango discorda e diz que a motivação desses “agentes” é política. “Essas demandas são levadas ao Ministério Publico para criar o fato político e isto está muito claro. Porque, se as pessoas quisessem ter realmente esclarecimento, iriam a nós”, disse.