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Manaus
SOLIMÕES

Casa flutuante furtada de Manacapuru é encontrada desmontada em beira de rio

Apenas a base flutuante estava “de pé”, todo o resto da residência, avaliada em R$ 20 mil, foi jogado nas águas 17/07/2017 às 10:25 - Atualizado em 17/07/2017 às 11:32
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Foto: Divulgação
Vinicius Leal Manaus (AM)

A casa flutuante de uma idosa que foi furtada na semana passada em Manacapuru, a 68 quilômetros de Manaus, foi encontrada na manhã de ontem, domingo (16), pela Polícia Civil, às margens do rio Solimões, na região da Ilha da Machataria, no perímetro do município de Iranduba, a 27 quilômetros da capital, já perto do Encontro das Águas. A estrutura da residência estava desmontada. Até o momento ninguém foi preso.

“Ontem estivemos lá e encontramos toda a estrutura do flutuante em um local ermo, em Iranduba, na região da Ilha da Machataria, já na divisa com o Careiro, perto do Encontro das Águas”, informou o delegado João Batista Flores, titular da Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Manacapuru. “Quem furtou, escondeu bem dentro, no meio de um lago. Ninguém enxergava de fora”, disse.

De acordo com a autoridade policial, ribeirinhos que moram próximo encontraram a casa flutuante e repassaram informações à polícia. “O pessoal da comunidade que mora próximo achou estranho e informou esse fato para nós, denunciaram. Apesar de (a casa flutuante) estar num local escondido, o pessoal passou de longe e conseguiu ver”, explicou.

Segundo o delegado, apenas a base flutuante da casa ainda estava “de pé”. “O cara que fez isso desmontou e jogou as tábuas na água. Só estava junto o flutuante em si, as bóias, as madres de coluna grossa, as vigas e as travessas. Mas o assoalho todo já estava boiando ao redor, assim como a estrutura da casa. Deu para reconhecer (a casa) pelas cores pintadas na madeira”, disse.

Para o delegado João Flores, os suspeitos desmontaram a residência para não serem localizados. “Eles iam arrastar pelo rio só aquela parte inferior, que não ia dar para reconhecer. Ficaram com medo de serem localizados”, disse. “Os moradores (denunciantes) não viram o barco (dos suspeitos), só escutaram à noite porque ali não tem luminosidade nenhuma. É no vazio dos rios, no meio de tudo”. As investigações continuam para localizar os autores do crime.

Casa furtada

A proprietária da residência, a agricultora Zilma de Oliveira, de 75 anos, foi informada, ontem mesmo, da localização da casa. Ela acompanhou a equipe de policiais até o local e reconheceu o que restou da estrutura da casa. “Para trazer de volta só com um rebocador, porque eles vão ter que subir o rio de volta a Manacapuru. Já eles (autores do crime) desceram o rio e não precisaram de nenhuma embarcação grande. Só foram guiando para não encalhar”, disse o delegado João Flores.

A casa, avaliada em R$ 20 mil, foi furtada na madrugada da última quarta-feira (12) de uma localidade conhecida como “Prainha”, perto da orla de Manacapuru, às margens do rio Solimões. Dois homens e uma mulher teriam levado a residência utilizando um barco de médio porte. Antes de ser furtada, a casa já havia sido “esvaziada” pelos suspeitos, que levaram itens como móveis, eletrodomésticos, alimentos e equipamentos de pesca. A casa havia sido reformada pela proprietária recentemente.