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Manaus
MUDANÇA

Casal deixa emprego e abre microempresa de produtos feitos com madeira em Manaus

A microempreendedora Tatiana Marialva deixou a graduação em química para trabalhar com resíduos de madeira MDF, ao lado do marido Guilherme Dias 26/04/2018 às 10:33 - Atualizado em 26/04/2018 às 13:27
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O casal largou as profissões para entrarem ‘de cabeça’ no negócio (Fotos: Divulgação)
Tainá Benevides Manaus (AM)

“Hoje pagamos todas as contas de casa com a venda dos quadros”. A afirmação é da microempreendedora Tatiana Marialva, de 26 anos, que deixou a graduação em química para trabalhar com resíduos de madeira MDF (termo inglês para placa de fibra de média densidade). A jovem vende produtos de madeira reciclada, por meio da internet e eventos abertos, e hoje conta com a ajuda do esposo e do pai no negócio, o “Marialva Ideias Criativas”.

Em apenas um ano, a vida da empresária mudou completamente. Ela abriu mão da graduação de química, o marido Guilherme Dias, de 27 anos, largou o emprego de agrônomo e o pai Walter Marialva, de 53 anos, mudou a produção de madeira legal para resíduos de MDF. Com tanta matéria-prima perdida na fabricação de móveis e uma visita a uma feira de exposição, ela viu a oportunidade de ganhar dinheiro e abrir seu próprio negócio. “Eu fui à uma feira que estava comercializando produtos em MDF. Aqueles exemplares me lembraram que eu poderia utilizar as sobras e gerar peças. Começamos tímidos com divulgação para amigos. Depois logo chegaram as encomendas”, relembrou Tatiana.

O ano de 2017 foi organizado em captação de parceiros para compra de materiais, participações em eventos e feiras e divulgação da marca. Logo no fim deste mesmo ano, Tatiana afirma que teve a melhor de todas as vendas e que a crise passou longe do seu negócio. “Natal do ano passado, tivemos o maior número de vendas do ano. Graças a Deus nesse ramo ainda não vimos a crise, continuamos vendendo muito bem, por sinal. É um campo em plena expansão. Hoje pagamos todas as contas de casa com a venda dos quadros”, afirmou a jovem.

Marialva, ideias criativas

Os produtos mais vendidos são as placas e têm uma saída média de três mil peças. Em segundo os “porta-trecos” e em terceiro, as canecas. O grande diferencial são os preços além da matéria-prima. Os produtos custam de R$ 4 a R$ 25, uma grande vantagem ao consumidor. “O preço é imbatível. Com esse custo, qualquer pessoa pode ter uma peça personalizada. Trabalhamos para que seja acessível ao cliente e assim podemos vender mais”, explicou.

 O projeto de 2018 é abrir uma loja física até o final do ano e aprimorar os conhecimentos na capacitação de gestão do próprio negócio. O casal também vem se especializando em cursos de economia criativa.

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