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Casas Legislativas do AM vazias durante recesso

A CRÍTICA constatou ausência de parlamentares, embora assessorias informem que os mesmos trabalhem nas férias 25/01/2012 às 09:07
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Deputados estaduais prometeram trabalhar no recesso, mas mantêm apenas os funcionários nos gabinetes para atendimento
MOARA CABRAL Manaus

Faltando dez dias para o fim do recesso parlamentar na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE-AM), dos 24 deputados estaduais apenas dois estavam, nessa terça-feira (24), com os gabinetes fechados: Marcos Rotta (PMDB) e Francisco Souza (PSC).

O deputado estadual José Ricardo (PT) era o único que estava no prédio da ALE-AM e cumprindo agenda interna. Apenas duas pessoas estavam em busca de atendimento parlamentar pela manhã dessa terça-feira, na ALE-AM.

E procuravam assistência justamente nos gabinetes que estavam fechados. Ambos não conseguiram falar com os deputados, Marcos Rotta e Francisco Souza. No gabinete de Marcos Rotta, a procura era por emprego. No dia 6 de janeiro, quando a reportagem constatou o gabinete de Rotta e Souza fechados, a assessoria do primeiro disse que ele estava de férias, mas havia deixado o gabinete funcionando. Já no gabinete de Francisco Souza, havia um comunicado informando que o gabinete ficaria fechado durante todo o recesso.

Nos corredores da Casa Legislativa, pode-se notar um movimento ainda fraco de pessoas em busca dos parlamentares, porém os funcionários mostravam ânimo e empolgação.

“Estamos aqui recebendo as pessoas e a imprensa e atendendo ao deputado também”, disse Warnoldo Freitas, assessor de imprensa do Chico Preto. Recesso de 45 dias O recesso parlamentar neste início de ano na ALE-AM é de 30 dias, mas os deputados contam com mais um descanso de 15 dias no mês de julho, quando a Assembleia vai entrar em novo recesso. No início de janeiro, o compromisso apresentado pelos parlamentares era que 20 gabinetes ficariam com as portas abertas (veja boxe). O único deputado encontrado na Casa, José Ricardo, disse que estava aproveitando o recesso para reunir assessores, no auditório Beth Azize, e discutir as prioridades para as ações em 2012.

No local, se reuniram 29 assessores opinando sobre quais as demandas da população para este ano. De acordo com José Ricardo, o balanço das ações de 2011 foi feito no início de janeiro e a prioridade nesse mandato é aproximar ainda mais a população do parlamento.

“Vamos intensifica a presença do parlamento nas comunidades, para que as pessoas participem do mandato, colocando suas expectativas, dizendo como está nosso trabalho e colocando também as críticas”, disse.

 Assessores do deputado estadual Luiz Castro (PPS) se adiantaram em justificar a ausência dele nessa terça, esclarecendo que no dia anterior ele havia comparecido a ALE-AM e que trabalhava de casa.

Na CMM, silêncio e portas fechadas

Ao contrário da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), os gabinetes da Câmara Municipal de Manaus (CMM) estavam todos fechados nessa terça-feira.

E os vereadores têm um recesso maior que o dos deputados. Enquanto na ALE-AM são 30 dias de recesso, a CMM concede 40 dias de recesso aos vereadores entre dezembro e fevereiro, além de 15 dias entre os meses de junho e julho.

Já na entrada da CMM, há uma placa informando sobre o período do recesso e o início das atividades: somente no dia 6 de fevereiro. Nos corredores da Casa, o que se encontra é silêncio, movimento fraco e portas fechadas.

Os funcionários dos gabinetes, que preferiram não serem identificados pela reportagem, informaram que os vereadores estão aproveitando o recesso para planejarem a campanha eleitoral de 2012, em que vão tentar a reeleição.

Os únicos gabinetes que estavam funcionando na CMM, nessa terça-feira, pela manhã, eram do vereador Amauri Colares (PSC), Ademar Bandeira (PT), Conceição Sampaio (PP), Francisco Gomes (PSD), Gilmar Nascimento (PDT), Lúcia Antony (PCdoB) Luiz Alberto Carijó (PDT), Massami Miki (PSL) e Vilma Queiroz (PTC).

Em todos eles, não havia nenhum parlamentar, mas assessores e funcionários diziam estar trabalhando. No corredor de gabinetes da CMM, o único parlamentar presente era Francisco Gomes. O vereador disse que o gabinete fica aberto porque ele tem compromisso a população.

Gomes destacou que, durante os 40 dias de recesso parlamentar, há muita demanda na cidade de Manaus. Sobretudo, a provocada pelo período de chuvas.

“As pessoas que tem suas casas invadidas pela águas, ou ruas esburacadas e que causa problemas nesse período chuvoso, por exemplo, vem nos pedir ajuda junto a defensoria pública”, informou. Mas, o que se pode perceber ontem na CMM é que quase ninguém buscava atendimento. Talvez por saberem que durante o recesso parlamentar a maioria dos gabinetes fica fechado.