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Caso dos rodoviários segue na Justiça do Trabalho sem acordo com empresários em Manaus

Trabalhadores do transporte de passageiros na capital participarão de nova audiência para decidir sobre as reivindicações da categoria.  Por enquanto, não há mais ameaça de paralisação das atividades 25/07/2012 às 16:10
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Rodoviários denunciaram que foram impedidos de sair das garagens para trabalhar no dia da paralisação
Thiago Gonçalves Manaus (AM)

A reunião que decidiria sobre o indicativo de greve dos rodoviários de Manaus foi transferida para o dia 1º de agosto. O caso vai para o Ministério Público do Trabalho (MPT), por não haver acordo entre as partes, na audiência desta quarta-feira (25), realizada no Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT11). Por enquanto, não há mais ameaça de paralisação das atividades dos trabalhadores do transporte de passageiros.

O impasse é formado pela reivindicação dos trabalhadores que pede ressarcimento salarial e pela posição do sindicato patronal de não abrir mão da decisão, quanto ao desconto nos salários dos funcionários das empresas de transportes de passageiros, referente a paralisação realizada no dia 10 de abril deste ano. A categoria afirma que o desconto foi calculado por dois dias, cerca de R$ 700 mil. Já o Sinetram alega que o desconto nos salários da categoria é legal e amparado por lei.

Decisão

Sem sucesso na conciliação, a presidente do TRT11, desembargadora Valdenyra Farias Thomé, passou a instrução do processo ao Ministério Público do Trabalho. A representante do MPT, procuradora do Trabalho da 11ª Região, Rosineide Mendonça Moura, também mediou a conciliação. Ela propôs a nova reunião que foi acatada pelas partes. O desembargador da Justiça do Trabalho, Audaliphal Hildebrando da Silva, irá revisar a ação judicial, após a audiência no ministério público.

A presidência do TRT, com base no artigo 864 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), submeteu o processo a julgamento, sendo o relator, o desembargador do Trabalho David Alves de Mello Júnior, vice-presidente do tribunal.