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Casos de agressão a jornalistas aumentam na Amazônia

Relatório da Fenaj mostra que, em 2011, violência contra profissionais da imprensa, na Região Norte, saltou de quatro para 18 casos 26/11/2012 às 07:21
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Funeral do radialista Valderlei Canuto, assassinado a tiros na noite de 1º de setembro de 2011 em Tabatinga, Amazonas
ANTÔNIO PAULO ---

Aumentaram os casos de violência contra jornalistas e profissionais da Comunicação na Região Norte. É o que revela o relatório “Violência e Liberdade de Imprensa no Brasil – 2011”, produzido pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj). Divulgado no Congresso Nacional da categoria, realizado no início deste mês, em Rio Branco, o levantamento mostra que passaram de quatro para 14 os atos violentos praticados contra profissionais da mídia no exercício da profissão, na região Amazônica, com destaque para o Estado do Pará, o campeão no ranking nacional com nove casos de violência contra jornalistas.

A Região Sudeste está empatada com o Norte. A situação no Nordeste é ainda mais grave, com 18 registros em 2011. No Centro-Oeste ocorreram nove e no Sul, tiveram cinco casos. Ao todo, foram praticados 60 atos de violência contra jornalistas em todo o Brasil.

De acordo com o relatório da Fenaj, no ano passado, o Estado do Amazonas registrou somente um caso de violência contra jornalista. Foi no mês de setembro quando o radialista e apresentador do programa “Sinal Verde”, da Rádio Fronteira, Vanderlei Canuto, foi assassinado a uma quadra de sua casa por pessoas não identificadas que estavam em uma moto.

O radialista era conhecido por suas críticas às autoridades locais e, supostamente, havia sido ameaçado de morte pelo prefeito de Tabatinga. O Committee to Protect Journalists cobrou providências das autoridades brasileiras para a investigação do crime. Também houve mortes na Bahia (Laércio de Souza), no Mato Grosso (Auro Ida), Mato Grosso do Sul (Paulo Rocardo), Pernambuco (Luciano Leitão Pedrosa) e no Rio de Janeiro (Gelson Domingos).

Agressão física

No ano passado, em todo o País, as agressões físicas e verbais continuaram a ser a principal forma de intimidação de jornalistas, com 40% do total de ocorrências. “Os números revelam a dificuldade que ainda existe das autoridades e da própria sociedade em conviver com a liberdade de informação, a crítica e o debate democrático”, diz a presidente do Sindicato dos Jornalistas do Estado do Pará e diretora da Fenaj, Sheila Faro.

(A íntegra deste conteúdo está disponível para assinantes digitais ou na versão impressa).