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Casos de Malária fecham o semestre com queda de 25% em Manaus

Ainda que o resultado seja positivo, o secretário municipal de Saúde, Francisco Deodato, diz que é preciso manter o alerta sobre as medidas de prevenção, que devem ser adotadas, principalmente, por pessoas que vivem ou costumam frequentar as regiões de maior risco para a transmissão da doença 26/06/2012 às 15:12
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Evitar as áreas de risco é a melhor forma de se prevenir contra a doença. Se isso não for possível, é importante que a pessoa evite expor-se a áreas desprotegidas entre o anoitecer e as primeiras horas da manhã
acritica.com Manaus

O número de casos de malária, em Manaus, deve fechar o primeiro semestre deste ano com uma redução de aproximadamente 25%, em comparação aos seis primeiros meses de 2011, segundo estimativa do Departamento de Vigilância Epidemiológica e Ambiental (DVEAM), da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa).

Ainda que o resultado seja positivo, o secretário municipal de Saúde, Francisco Deodato, diz que é preciso manter o alerta sobre as medidas de prevenção, que devem ser adotadas, principalmente, por pessoas que vivem ou costumam frequentar as regiões de maior risco para a transmissão da doença, nas áreas rural e periurbana da cidade.

“O pico sazonal de casos da malária costuma ocorrer no segundo semestre, sobretudo entre os meses de julho e setembro, coincidindo com a parada dos rios e a formação dos igapós, o que favorece a proliferação do mosquito transmissor da doença”, destaca o secretário. A chegada do verão é outro fator que contribui para a mudança na dinâmica de transmissão da malária. “Neste período, as pessoas costumam procurar mais os balneários e sítios mais afastados, muitas vezes sem se preocupar com as medidas de proteção”, frisou Deodato.

Evitar as áreas de risco é a melhor forma de se prevenir contra a doença. Se isso não for possível, é importante que a pessoa evite expor-se a áreas desprotegidas entre o anoitecer e as primeiras horas da manhã, período de maior atividade do mosquito transmissor da malária, o Anopheles. Usar repelentes no corpo; colocar mosquiteiros ao redor da cama ou da rede; colocar telas nas janelas e portas para dificultar a entrada do mosquito na casa e permitir a borrifação intradomiciliar realizada pelos agentes de endemias são outras medidas recomendadas.

Conforme o assessor técnico do DVEAM, Vanderson Sampaio, as pessoas que tenham passado pelas áreas de risco da malária devem ficar atentas e, se apresentarem os sintomas da doença, procurar de imediato uma unidade de saúde para a realização do exame de lâmina (gota espessa). Em caso de o resultado ser positivo, é preciso iniciar logo o tratamento e não interrompê-lo. O exame é feito a partir de uma gota de sangue retirada do dedo do paciente e está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde do município.

Febre, calafrios, dores de cabeça e pelo corpo, cansaço, palidez e falta de apetite, são alguns dos sintomas da malária. A doença pode evoluir para quadros mais graves, mas pode ser tratada com sucesso se for detectada precocemente. “O diagnóstico precoce e o tratamento imediato são importantes também para quebrar a cadeia de transmissão da doença. O ciclo de transmissão da malária é homem-Anopheles-homem. Uma pessoa infectada, que não se trata, estará contribuindo para manter este ciclo”, afirma Sampaio.

Ações intensificadas

Para enfrentar o período de maior risco de transmissão da malária, a Semsa já está intensificando o serviço de termonebulização (também conhecido como fumacê), priorizando aproximadamente 50 localidades que contribuem com mais de 50% dos casos da doença. 

O trabalho inclui áreas como as comunidades Nossa Senhora de Fátima e Livramento e regiões da Vivenda Verde, no Tarumã; Lago do Puraquequara e Ramal do Brasileirinho, na parte Leste da cidade; ramais da rodovia AM-010 e BR-174, incluindo o Pau-Rosa.

Em termos de logística para a realização dessas ações, a Semsa está adquirindo botes, para atuação das equipes fluviais, nas comunidades ribeirinhas, além de 20 veículos com tração 4x4, para dar maior mobilidade às equipes que percorrem os ramais, na área terrestre.