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'Cemitério' de Ônibus no Amazonas tem focos de dengue

Veículos acumulam água e são o ambiente ideal para a proliferação do mosquito Aedes Aegypti, o transmissor da doença. A inspeção foi feita na manhã desta quinta-feira (8) por 10 técnicos, que tiveram a entrada dificultada por um homem não identificado e que se apresentou como proprietário do terreno 09/03/2012 às 08:10
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Imagem aérea mostra os 130 coletivos estacionados em área irregular
Milton de oliveira Manaus

O terreno em em que mais de cem carcaças de ônibus da empresa Global estão abandonados apresenta risco para a transmissão da dengue, informou nesta quinta-feira (8), equipes do Departamento de Vigilância Epidemiológica e Ambiental (DVEAM) da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) e Departamento de Vigilância Sanitária (DVISA). O terreno está localizado na rua Uirapuru, próximo ao Jardim Botânico Adolpho Ducke, bairro Cidade de Deus, Zona Leste.

A inspeção foi feita na manhã desta quinta (8) por 10 técnicos, que tiveram a entrada dificultada por um homem não identificado e que se apresentou como  proprietário do terreno.

"Durante a vistoria foi identificado que vários desses veículos estão com acúmulo de água da chuva em seu interior. Foram coletadas 32 amostras desse material. Em nove delas, foi identificada a presença de larvas de mosquito, sendo que destas, 4 deram positivo para larvas do mosquito da Aedes Aegypti, transmissor da dengue", informou a assessoria da Semsa.

O terreno está alugado pelo período de um ano para a empresa Global.

Ainda conforme a Semsa, o DVisa expediu auto de infração à empresa Global,  proprietária dos veículos, que terá prazo de 3 dias úteis, a partir da notificação, para apresentar defesa com as providências a serem adotadas para solucionar o problema.

A infração é sujeita a multa que pode variar de 1 a 400 Unidades Fiscais do Município (UFM), ou seja, de R$ 70,44 a R$ 28,2 mil . O local foi incluído na lista dos chamados Pontos Estratégicos (PEs) de acompanhamento das ações de combate à dengue, e passará a ser monitorado sistematicamente pela secretaria.

Na quarta-feira, o proprietário do terreno, cujo nome não foi identificado, foi autuado pela fiscalização da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), em 351UFMs, o equivalente a R$ 24,8 mil por falta de licença para operação e depósito irregular e teve o prazo de 30 dias para que o terreno seja desocupado.

Em nota, a Global informou que os veículos eram usados pela Transmanaus, consórcio que liderou o serviço de transporte em Manaus na gestão do ex-prefeito Serafim Correa. Depois, o consórcio continuou a operar no sistema de transporte coletivo com nome distinto. Ela comunicou também, que, após o encerramento do contrato, os veículos ficaram sem uso.