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Centros sociais de Manaus além de oferecer lazer para a comunidade também são fontes de saúde

Locais conservados são fonte de recuperação para muitos. Relatos de coordenadores dos centros mostram que os lugares são verdadeiros prestadores de serviços à comunidade 16/06/2012 às 17:46
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No CSU do Parque 10 atividades como natação, voleibol e hidroginástica estão entre as mais frequentadas
Milton de Oliveira Manaus

Moradores de bairros com Centro Social Urbano costumam manter relações muito fortes com o lugar, que vão além das caminhadas e das visitas frequentes. Relatos de coordenadores dos centros mostram que os lugares são verdadeiros prestadores de serviços à comunidade.

Um exemplo de centro social a serviço da comunidade é o Centro Social Urbano Presidente Humberto de Alencar Castelo Branco, o CSU do Parque 10, na Zona Centro Sul, por onde passam, diariamente, 2 mil pessoas, segundo o coordenador do centro Fabrício Rozas.

O local é frequentado por pessoas de todas as zonas de Manaus, numa espécie de “babel urbana”, segundo ele. O local já serviu de recuperação para pessoas que sofriam de doenças. “O Paulão, que tem uma banquinha de café da manhã, teve câncer e vendeu tudo o que tinha para ir a Brasília fazer tratamentos. Curado, ele voltou e não sabia o que fazer e pediu ajuda à coordenação. Hoje ele está aqui conosco”, relatou Fabrício.

O CSU recebe também estrangeiros que decidiram fazer do espaço um local de serviço à cidadania. “Sou venezuelano e moro em Manaus há seis anos. Vi neste espaço um local apropriado para desenvolver o boxe junto à juventude, uma modalidade esportiva que exige controle da raiva, da violência e obriga o atleta a colocar em prática o seu potencial defensivo”, disse o professor de Educação Física, Yonys Rolando, 49. Além do boxe olímpico, várias atividades esportivas são voltadas, inclusive, para a terceira idade.

Sem estrutura
No Centro de Esportes e Lazer do Santo Antônio, no bairro que leva o mesmo nome, Zona Oeste, moradores ainda não estão satisfeitos com o espaço social disponibilizado pela prefeitura.

“Eu deixei de fazer caminhadas porque me roubaram duas vezes. Você reclama e ninguém faz nada, nem o guarda”, contou o industriário Alberto da Silva, 52, que há 45 anos mora no bairro. Segundo ele, o lugar agora é usado para consumo de drogas.

“Há dois anos eu não caminho por ser inseguro. Vou a outro lugar”, disse a dona de casa Tânia Viana, 49.

A CRÍTICA procurou o coordenador do centro, Piter de Oliveira, mas ele disse que não poderia falar sobre o assunto.

Movimentado
Este mês o CSU é palco do 32º Festival Folclórico que vai até julho. Conforme os organizadores, uma média de 1,5 mil pessoas passam, diariamente pelo local e, nos fins de semana, esse número aumenta. O  local foi inaugurado em 25 julho de 1977.

Culpados
Uma senhora que trabalha no Centro de Esportes e Lazer do Santo Antônio, que pediu para ter a identidade preservada, contou que a degradação é feita pelos próprios jovens do bairro. “Não temos bebedouros, banheiros e as paredes estão pichadas”, disse.