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Cerca de 300 pessoas promovem ato contra privatização da Eletrobrás Amazonas Energia

O objetivo é pressionar o Ministro da Casa Civil e da Secretaria Geral da Presidência da República, Jaques Wagner e Ricardo Berzoini, respectivamente, que se encontram nesta manhã em reunião com representantes das centrais sindicais de trabalhadores do setor energético em Brasília 27/01/2016 às 11:42
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O encontro contou com, aproximadamente, 300 manifestantes de diferentes forças sindicais e movimentos sociais
Saadya Jezine Manaus (AM)

O Largo São Sebastião foi o local escolhido para a manifestação contra o processo de privatização da Eletrobrás Amazonas Energia. O ato ocorre em Manaus e simultaneamente em outras nove capitais na manhã desta quarta-feira (27). O objetivo é pressionar o Ministro da Casa Civil e da Secretaria Geral da Presidência da República, Jaques Wagner e Ricardo Berzoini, respectivamente, que se encontram nesta manhã em reunião com representantes das centrais sindicais de trabalhadores do setor energético em Brasília. 

O encontro que iniciou no Largo São Sebastião e seguiu para as avenidas Getulio Vargas,  Sete de Setembro e Eduardo Ribeiro contou com, aproximadamente, 300 manifestantes de diferentes forças sindicais e movimentos sociais, incluindo do setor de energia e petróleo, assim como da classe dos metalúrgicos, sem terras e estudantis. 

Duas refinarias em Manaus - a 1 e 2 - foram fechadas nesta manhã como forma de apoio à manifestação. "Esperamos que o Ministro escute nossas propostas e encontre uma solução que não seja o processo de desestatização", enfatiza o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas do Estado do Amazonas (Stiuam), Edney Martins.

Consequências

O deputado estadual José Ricardo (PT) esteve na manifestação. "Apesar de pertencer ao Partido dos Trabalhadores, eu estou aqui porque sou contra o processo de privatização. Primeiro por conta dos trabalhadores, que tiveram grandes perdas ao longo dos anos com muitas empresas que sofreram esse ato. Depois pelos consumidores, que começam a receber um serviço inferior, por um custo maior", destaca o parlamentar.

José Ricardo citou a Companhia de Saneamento do Amazonas (Cosama), antiga fornecedora de água no Estado, que foi privatizada há anos atrás, ficando atualmente responsável pelo abastecimento em alguns municípios do interior. "Sabemos do péssimo serviço oferecido ao interior quando isso acontece. Vivemos em um mundo capitalista; quem vai querer oferecer serviço de qualidade para pouco retorno?", questionou o deputado.

Os manifestantes destacam o exemplo da empresa Light, do Rio de Janeiro, que aumentou o valor da energia em 140%. "Além dessa, teve a Celpa, no Pará, que aumentou em 280%, e no Maranhão aumentou em mais de 400%", destaca Josehirton Albuquerque, vice presidente do Stiuam.

Compromisso

Segundo os sindicalistas, o Ministro de Minas e Energia (MME), Eduardo Braga, havia se comprometido com a "luta contra o processo de desestatização da Amazonas Energia", como destaca o presente do Stiuam, Edney Martins. "Antes da sua campanha eleitoral ele se posicionava contra a privatização, mas hoje, ele é a favor do processo", complementa Martins.

A equipe de A CRÍTICA pediu um posicionamento do Ministro Eduardo Braga sobre o caso, e o Ministério respondeu que o assunto não é de sua responsabilidade, informando que quem cuida da privatização e promove reuniões é MDic. No entanto, quando também questionado, o MDic declarou por e-mail que o assunto pertence ao MME.