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Manaus
PÓS-FESTA

Cerveja gelada, churrasco e piscina: o clima de ‘pós-festa’ na fazenda de luxo da FDN

O cenário foi encontrado pela Polícia Civil no sítio na AM-010 utilizado como esconderijo pelos “funcionários” do narcotraficante “João Branco” 10/10/2017 às 20:22 - Atualizado em 10/10/2017 às 20:40
Vinicius Leal Manaus (AM)

Uma caixa d’água lotada de cerveja gelada, churrasco na grelha, a piscina cheia e mesas e cadeiras espalhadas. Este foi o cenário de “pós-festa” que a Polícia Civil encontrou na manhã desta terça-feira (10) na fazenda de luxo onde quatro membros da facção criminosa Família do Norte (FDN) foram presos. O sítio, localizado no Km 60 da rodovia AM-010, próximo a Rio Preto da Eva, a 57 quilômetros de Manaus, era utilizado como esconderijo por eles.


Foto: Divulgação

Em fotos da operação da Polícia Civil que a reportagem do Portal A Crítica teve acesso é possível ver detalhes do local onde Josué Moraes de Almeida, Alan Sérgio Martins Batista, Edson Benedito da Silva e Messias Rocha de Araújo ficavam durante a semana. De acordo com a polícia, era nesta fazenda de luxo que eles administravam e comandavam o narcotráfico no Amazonas e em outros estados brasileiros.


Foto: Divulgação

No sítio, além do clima de fim de festa, os policiais encontraram quatro veículos populares, armas de fogo – duas pistolas, um revolver 38 e dois rifles – e diversos cadernos com anotações que somam aproximadamente R$ 2 milhões em movimentação do tráfico de drogas: valores em dinheiro e de cartão de crédito, nomes de clientes e fornecedores e serviços e produtos como combustível e bebidas alcoólicas.


Foto: Divulgação

De acordo com o delegado Cícero Túlio, titular do 23º Distrito Integrado de Polícia (DIP), o grupo gerenciava toda a contabilidade do narcotraficante João Pinto Carioca, o “João Branco”, que está preso no presídio federal de Catanduvas, no Paraná. Segundo o delegado, o quarteto obtinha lucro mensal de mais de meio milhão de reais. “Depois de comprar drogas e armas, pagar fornecedores entre outros, eles tinham de lucro R$ 660 mil por mês”, explicou o delegado.


Foto: Divulgação

Segundo o delegado Cícero Túlio, as investigações sobre o quarteto começaram há cerca de 20 dias, após os policiais descobrirem que Josué e Alan mantinham um apartamento de luxo ao lado de uma delegacia no bairro Parque Dez. Um policial civil chegou a se infiltrar nas reuniões do bando, onde eram discutidas as ações da organização criminosa e onde era feita a contabilidade do tráfico. Lá, eles verificaram a existência do sítio na AM-010.


Foto: Divulgação

Josué e Alan estavam com mandados de prisão em aberto e estavam sendo procurados. Eles dois, conforme a Polícia Civil, faziam parte do “conselho” da FDN e autorizavam execuções de devedores do tráfico de drogas. A polícia acredita que Josué possa estar ligado a execuções na cidade, pois era procurado por homicídio. As investigações em torno do caso devem continuar.

*Colaborou o repórter Fábio Oliveira

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