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Chega a 34 o número de pessoas assassinadas até a madrugada de segunda-feira (20), em Manaus

Entre os assassinatos recentes está o do vigilante Luzivan Gonçalves dos Santos, 33, que morreu durante uma troca de tiros com bandidos neste domingo, por volta das 23h, no Instituto de Pesquisas da Amazônia (Inpa) 21/07/2015 às 14:20
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Tentativa de assalto resultou na morte de um segurança do Inpa
Rafael Seixas e Fábio Oliveira Manaus (AM)

Subiu para 34 o número de pessoas assassinadas desde sábado até a madrugada desta segunda-feira (20) em Manaus. Segundo informações da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), mais quatro homicídios ocorreram na capital amazonense desde a noite deste último domingo (19).

Wesley Santos da Silva, estudante de 21 anos, foi assassinado no domingo na rua Santa Tereza D’Ávilla, no bairro Santa Etelvina, Zona Norte, por volta das 21h30, com quatro tiros. O rapaz foi alvejado três vezes nas costas e uma vez no rosto – a qual desfigurou a sua face.

O vigilante Luzivan Gonçalves dos Santos, de 33, morreu durante uma troca de tiros com bandidos por volta das 23h, no Instituto de Pesquisas da Amazônia (Inpa), localizado na avenida Rodrigo Otávio, bairro Petrópolis, Zona Sul de Manaus. O rapaz foi atingido com dois tiros, sendo um no peito e outro na cabeça.

Por volta das 00h30 desta segunda-feira, na rua 6, no bairro Novo Aleixo, Zona Norte, o autônomo Sidney Carvalho dos Santos, 36, foi assassinado com dois tiros pelo corpo.

Às 2h30 também desta segunda, Renato Simplício Duque, 31, também autônomo, foi morto com um tiro no tórax, na rua Santiago Dantas, bairro Novo Israel, também Zona Norte da capital. A DEHS ainda não sabe informar se os crimes apresentam alguma ligação.

Final de semana sangrento 

A onda de homicídios em Manaus começou ainda na noite de sexta-feira (17), após a decapitação de Hudson de Souza Lopes, dentro do Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat) e também da morte do sargento da Polícia Militar Afonso Camacho, ambos assassinados durante a tarde da última sexta.

As mortes em série foram relacionadas a um ato de vingança pela morte do sargento da PM, o que não foi descartado pelo secretário de Estado Segurança Pública, Sérgio Fontes, como causa dos homicídios.


“Temos que dar resposta para todas as mortes. Não descartaremos nenhuma possibilidade de investigação”, disse Sérgio Fontes durante coletiva de imprensa realizada na tarde deste sábado (18). “Temos uma disputa interna dentro dos presídios e fora existe brigas entre organizações criminosas”, acrescentou.

Segundo Fontes, testemunhas foram ouvidas e depoimentos foram coletados. “Temos relatos de que teria sido um grupo a bordo de duas motos e um carro que cometeu esses homicídios e mais algumas tentativas de homicídios, em torno de nove (tentativas)”, explicou.

 “Iremos ouvir todos os que foram baleados e vamos recolher imagens (de câmeras de segurança)”, finalizou o secretário. As 30 mortes entraram para a lista de crimes a serem desvendados pelos investigadores da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).

Promotoria também pode investigar

O procurador-geral de justiça do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM), Fábio Monteiro, informou que  a Promotoria de Justiça Especializada no Controle Externo da Atividade Policial (Proceap) poderá abrir um  processo para investigar as mortes, caso seja constatado indícios de envolvimento de policiais nos crimes.

“Se houver relação entre os crimes e estes tiverem sido cometidos por vingança por conta da morte do policial, considero um absurdo. Assim como é absurda a morte do sargento, mas é ainda mais absurdo que uma série de mortes tenha sido motivada por vingança, pois a polícia é um braço armado do Estado”, disse o procurador-geral.