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Cieam quer evitar paralisação da Indústria em Manaus

Empresários do PIM temem prejuízos financeiros de uma possível greve dos auditores fiscais e devem apelar ao governo 12/04/2012 às 09:16
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Greve preocupa vice-presidente do Cieam, Maurício Loureiro
Cinthia Guimarães Manaus (AM)

Preocupados com o movimento grevista dos auditores-fiscais da Receita Federal, empresários do Polo Industrial de Manaus (PIM) planejam levar a reivindicação da categoria ao Ministério do Planejamento e à Presidência da República na próxima semana, na tentativa de mediar um debate e evitar prejuízos operacionais e financeiros para a indústria local. A situação foi discutida ontem durante reunião entre o Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam) e o Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Amazonas (Sindifisco-AM). Semana que vem, está programado outro encontro.

A indústria teme a paralisação das linhas de produção, uma vez os fiscais são quem trabalham na liberação de cargas e insumos encomendadas às fábricas locais.

“Os prejuízos são imensuráveis se acumulados semana a pós semana. Na hora que você não tem material, não produz, deixa o trabalhador em casa, mas precisa pagar o salário dele. É um grande prejuízo”, disse o vice-presidente do Cieam, Maurício Loureiro.

Hoje, a categoria programa outra paralisação de advertência nas unidades de desembaraço de mercadorias dos portos e aeroporto, semelhante à realizada na semana passada, onde só foram executadas durante todo o dia atividades internas.

Fora a ameaça de greve, a administração da Receita Federal do Amazonas ainda lida com a pouca oferta de auditores fiscais que, na maioria das vezes, pedem transferência para outras unidades da federação e reduzem o número de pessoas que realizam a atividade aqui.

O presidente Sindifisco-AM, Eduardo Toledo, disse que atualmente 16 fiscais se revezam na atividades alfandegárias. Os sindicalizados somam no total 270 servidores.

A situação mais crítica de falta de fiscais acontece na alfândega do Porto de Manaus, no Centro, cuja lentidão no trabalho costumeiramente atrasa a entrega de mercadorias ao comércio e de insumos ao distrito industrial.

Campanha salarial

Toledo disse que a categoria está sem reajuste desde 2008, e que até agora o Governo Federal não se moveu para chamar os auditores para a mesa de negociações. Os auditores fiscais atuam nas unidades alfandegárias do aeroporto Eduardo Gomes, Porto de Manaus, Porto Chibatão e portos secos do EADI e Superterminais.