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CAOS

Cinco detentos desaparecem após tumulto e mortes na Cadeia Pública, diz OAB

Briga entre internos deixou quatro mortos na madrugada deste domingo (8) na Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa, no Centro. Segundo Comissão de Direitos Humanos, cinco detentos podem ter fugido 08/01/2017 às 11:51
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Tumulto e briga deixou 4 mortos durante a madrugada (Foto: Clóvis Miranda)
Luana Carvalho Manaus (AM)

O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados dos Brasil (OAB-AM), Epitácio Almeida visitou a Cadeia Raimundo Vidal Pessoa, após a rebelião que resultou na morte de quatro detentos neste domingo (8), e informou que há mais cinco internos desaparecidos.

"Estamos hoje pagando pela consequências da ausência do governo de muitos anos e infelizmente isto tem custado vidas. Três detentos foram decapitados e um morreu asfixiado na cela por conta do fogo que colocaram. Mais dois foram pro hospital, e um já teve alta", adiantou.

O advogado não sabe dizer o que aconteceu com os intentos que estão desaparecidos. "É possível que ela tenham fugido durante a confusão".

Segundo ele, a situação dentro da cadeia pública foi controlada e os detentos estão dentro das celas. Do lado de fora, mulheres pedem que a diretoria forneça comida aos internos. Segundo Epitácio Almeida, a alimentação já foi fornecida.

Quatro mortos na Vidal Pessoa

Quatro presos foram mortos durante um tumulto dentro na Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, no Centro de Manaus. A confusão iniciou por volta das 1h30 da madrugada deste domingo.

De acordo com o secretário de Administração Penitenciária (Seap), Pedro Florêncio, destes mortos, três foram decapitados. Ainda segundo o secretário, apesar de não ter ocorrido fuga, neste momento está sendo realizada uma contagem dos presos e limpeza da cadeia. O Instituto Médico Legal (IML) fez a remoção dos corpos dos mortos ainda durante a madrugada.

O Comitê de Gerenciamento de Crise da Secretaria de Segurança Pública (SSP) confirmou as mortes e informou que um dos presos foi morto por asfixia. A SSP disse ainda que a causa do tumulto foi uma briga de "motivo desconhecido" e as mortes serão investigadas. 

Policiais do Batalhão de Choque saíram da cadeia por volta das 9h. Segundo o secretário Pedro Florêncio, durante a revista desta manhã (8), foram encontradas armas brancas, do tipo faca de cozinha. Alguns familiares de detentos chegaram a bloquear a rua Duque de Caxias e queimaram pneu e lixo. 

Durante a rebelião foram destruídos colchões e policiais da Companhia de Operações Especiais (COE), Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam), Batalhão de Choque, Grupo Força Especial de Resgate e Assalto (Fera) e Bombeiros foram acionados para conter a movimentação.