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CMM faz homenagem a Silvino Santos, referência no cinema

Para difundir sua obra e homenageá-lo, a Câmara Municipal de Manaus (CMM) inaugura nesta quarta-feira, (12) a sala Silviano Santos, adaptada no auditório que fica ao lado do Memorial da CMM, localizada no térreo do órgão 11/02/2014 às 21:47
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Câmara Municipal de Manaus (CMM) inaugura sala Silviano Santos
Rafael Seixas Manaus (AM)


Silvino Santos é uma referência no cinema mundial. Seus registros sobre a Amazônia, indígenas, apogeu e declínio da borracha são considerados obras-primas. Apesar da fama, curiosamente em Manaus muitos jovens não conhecem o trabalho deste artista do Amazonas que se dedicou à sétima arte, entrando para a história com o documentário “No Paiz das Amazonas” (1921).

Para difundir sua obra e homenageá-lo, a Câmara Municipal de Manaus (CMM) inaugura nesta quarta-feira, (12) a sala Silviano Santos, adaptada no auditório que fica ao lado do Memorial da CMM, localizada no térreo do órgão.

A sala de cinema tem uma tela retrátil e capacidade para 80 lugares, tendo uma placa com a história e obra de Silvino Santos. O presidente da CMM, Bosco Saraiva, afirma que teve a iniciativa de transformar o espaço numa sala de cinema para colocar estudantes da rede pública em contato com a produção cinematográfica sobre a região, feita por amazonenses ou não.

“A ideia é aproximar os estudantes desses materiais produzidos ao longo dos anos”, diz Dori Carvalho, coordenador do Memorial da CMM, local onde são exibidos documentários sobre a CMM, personalidades expoentes do órgão público e da cidade de Manaus, por meio de telas de led com possibilidades diversas de manipulação.

“Integrado ao Memorial teremos a sala Silvino Santos, onde serão exibidos filmes sobre o Silvino e de outros cineastas que têm trabalhos sobre Manaus e a Amazônia”, acrescentou.

Imagens notáveis

Os jovens irão ficar surpresos com as imagens coletadas pelo cineasta, apontou o coordenador do Memorial.

“Silvino é um pioneiro no cinema no Brasil. As imagens que esse homem captou no início do século são relíquias. A maneira como fazia isso, nas condições mais difíceis, por exemplo, revelando filmes no tronco de uma samaumeira. Há muitas coisas da extração da borracha e populações indígenas. São imagens impactantes. O cinema de qualidade enriquece o ser humano e estamos precisando disso”, defendeu Carvalho.

Já está prevista a visita de três escolas municipais para conhecer o Memorial e a sala de cinema Silvino Santos. O horário de visitação é das 9h às 17h, de segunda a sexta-feira, segundo o coordenador do Memorial.