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CMM registra 178 faltas de vereadores em reuniões ordinárias

 No primeiro semestre deste ano, ficou em quatro a média de falta dos parlamentares nas sessões plenárias da Câmara 13/07/2012 às 09:11
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Tayah promete rigor no combate às faltas nessa fase de campanha eleitoral
Mariana Lima Manaus

Nas 48 reuniões ordinárias realizadas na Câmara Municipal de Manaus (CMM), entre os meses de fevereiro e maio, foram registradas 178 faltas de vereadores. Uma média de quatro faltas por reunião. Ainda assim, o presidente da Casa, vereador Isaac Tayah (PSD), voltou a descartar nessa quinta-feira (12), o ‘recesso branco’ na Casa e reafirmou que vai descontar o salário do parlamentar que faltar às sessões plenárias e não justificar a ausência.

O que não deve ocorrer considerando que o recurso da “ausência por força maior” abriga a maioria das faltas de parlamentares. Do total de faltas disponível no site da Câmara (www.am.gov.br), apenas a do vereador Homero Miranda Leão (PHS) está registrada sem justificativa; 73 das faltas foram justificadas pela mesa diretora da CMM como “ausência por motivos de força maior”.

Em fevereiro deste ano, Tayah já havia se pronunciado quanto às ausências dos parlamentares e afirmou que iria punir dois vereadores, Paulo De’ Carli (à época no PDT, hoje está no PSDB) e Marise Mendes (PDT) por terem se ausentado do plenário no dia 15 daquele mês sem apresentar justificativas. Conforme dados do site da Câmara, os dois parlamentares justificaram as ausências como “motivo de força maior” e com “atestado médico”.

Dos 38 vereadores 36 confirmaram as candidaturas nas eleições deste ano.

Durante o período eleitoral, Tayah prometeu apurar a presença dos parlamentares, seguindo o Regimento Interno da Câmara. Segundo ele, “quem não apresentar justificativa legal prevista na legislação da CMM terá desconto no salário, como ocorre em qualquer outro emprego”.

Até o momento apenas o vereador Hissa Abraão (PPS), candidato a vice -prefeito na chapa do ex-senador Artur Virgílio Neto (PSDB), entrou com pedido de licença da Câmara.

Quando questionado sobre o recesso branco, o vereador Isaac Tayah comentou: “Isso é algo inconstitucional. As pessoas não são mais bobas, elas sabem que de dia os vereadores devem estar na Câmara. Se estão lá no bairro, panfletando, é porque não estão trabalhando”.