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Colombianos que foram presos com ‘skank’ conseguem habeas corpos e são soltos

O bando foi preso em flagrante no dia 4 do mês passado com aproximadamente 16 quilos de skank encontrados pela polícia enterrados no quintal de uma casa na rua Tocantins, bairro Novo Aleixo, Zona Leste 21/04/2015 às 18:46
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Os peruanos foram presos em flagrante no dia 4 do mês passado com aproximadamente 16 quilos de skank encontrados pela polícia no quintal de uma casa
JOANA QUEIROZ ---

O procurador de Justiça, Nicolau Libório dos Santos Filho e o promotor de Justiça da 1ª Vara Especializada em Combate ao Uso e Tráfico de Entorpecentes (Vecute), Alberto Rodrigues Nascimento Júnior, deram parecer favorável à revogação da liminar concedida pela desembargadora da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), Encarnação das Graças Salgado, que colocou em liberdade a quadrilha de narcotraficantes colombianos formada por Fernando Torres Alvarez, 40, o “Flaco”; Edwin Sneider Puentes Alvarez, 27; Campos Elias Valencia Medina, 66, e Lia Montenegro de Valencia, 58.

Libório e Alberto Nascimento ainda opinaram pela decretação da prisão preventiva do bando, como forma de garantia da ordem pública da instrução criminal e da aplicação da lei penal. O bando foi preso em flagrante no dia 4 do mês passado com aproximadamente 16 quilos de skank encontrados pela polícia enterrados no quintal de uma casa na rua Tocantins, bairro Novo Aleixo, Zona Leste. Além da droga foram apreendidos R$ 4,9 mil em dinheiro.

A quadrilha toda foi colocada em liberdade após 37 dias, por decisão da desembargadora, que fundamentou a sua decisão para a concessão do habeas corpus. Mesmo com a demora no envio do inquérito policial à Justiça, de acordo com os membros do Ministério Publico, o parecer foi devidamente concluído e encaminhado à Justiça, via Departamento de Revisão, Avaliação e Distribuição da Polícia Civil (Drad), no dia 1º de abril deste ano, isto é, antes dos 30 dias previstos em lei para a conclusão do inquérito.

Apesar do parecer do Ministério Público, até ontem a decisão da desembargadora era mantida. De acordo com informações da Polícia Civil, ainda não há nenhuma informação de que o bando ainda esteja na cidade. Outro ponto é que eles não estão sendo investigados, já que não há nenhuma mandado de prisão preventiva decretada para eles.

De acordo com o promotor Alberto Nascimento, a prisão preventiva dos criminosos seria medida hábil para a instrução criminal e assegurara a aplicação da lei penal e, ainda como garantia da ordem pública, uma vez que “trata-se de indivíduos de alta periculosidade e que soltos, permanecerão a desenvolver atividades de tráfico ilícito de entorpecentes”.

“Por serem colombianos e estarem com seus passaportes, é possível que evadam-se do País, sem, contudo cessarem suas atividades criminosas em nossa região”, comentou o promotor Alberto Nascimento.