Publicidade
Manaus
Manaus

Com a restrição de circulação de caminhão quem vai arcar com os prejuízos é você

Comércio prevê que irá arcar com custos da implantação, na próxima segunda-feira (07), de restrição adotada pela Prefeitura de Manaus a circulação de caminhões 05/04/2014 às 09:10
Show 1
Presidente da CDLM, Ralph Assayag lembra que comércio tem prazo de 72 horas para entregar mercadoria ao consumidor
FLORÊNCIO MESQUITA ---

A partir da próxima semana os consumidores poderão pagar mais caro por produtores adquiridos no comércio de Manaus e com entrega em domicílio. O aumento é a reação de lojistas contra a restrição de circulação de veículos pesados, adotada pela Prefeitura de Manaus em resposta ao acidente que matou 15 pessoas na última semana. A restrição começará na segunda-feira, pela avenida Constantino Nery, na Zona Centro-Sul.

Os comerciantes afirmam que não foram ouvidos pelo município e que serão os mais prejudicados. Eles repassarão para o consumidor o custo que terão com horas extras para entregadores porque estão sendo obrigados a fazer o serviço durante a noite.

Quem for flagrado conduzindo caminhões e carretas em horário inapropriado será multado em R$ 127,69 por conta da infração considerada grave, além de perder cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A punição faz parte da fiscalização rigorosa que a prefeitura promete fazer para impedir o tráfego dos veículos. Contudo, antes de multar o Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans) pretende instalar placas de regulamentação para informar motoristas sobre as novas regras de circulação.

Contudo, o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL-Manaus), Ralph Assayag, alerta que tais veículos são os usados por comerciantes para entregas de geladeiras, móveis, entre outros produtos na cidade. À medida que as placas forem colocadas a restrição será ampliada para as avenidas Djalma Batista, Darcy Vargas, Ephigêncio Salles, Rodrigo Otávio, Umberto Calderaro, Mario Ipiranga, Brasil e Boulevard Álvaro Maia.

De acordo com Assayag, o município foi motivada por apelo popular e determinou a restrição sem observar os impactos no setores que atuam com caminhão, além das leis que obrigam o comerciante a entregar o prazo em 72 horas.

“É injusto com o setor responsável por 52% da arrecadação do mercado. O comércio tem três vezes mais empregados que a indústria e será o mais penalizados. A prefeitura sempre conversou com o comércio e agora agiu diferente e apenas impôs essa medida depois de um acidente que a vida de pessoas pelas quais lamentamos. Vamos ter que repassar o custo para o consumidor. As entregas terão mudar para a noite gerando problema para quem vende e para quem compra”, disse.