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Manaus
Cotidiano, Protesto, Cheia, Rio Negro, comunidade Arthur Bernardes, Defesa Civil

Com casas afetadas pela cheia, moradores da Zona Centro-Oeste de Manaus realizam protesto

Os moradores reivindicam madeira para a construção de assoalhos nas casas alagadas pelo rio Negro, além de dinheiro para a aquisição de alguns bens que já teriam se perdido, em virtude da cheia 26/04/2012 às 10:20
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Moradores de áreas alagadiças no São Jorge exigem providências do poder público
Síntia Maciel e Milton de Oliveira Manaus

Moradores da comunidade Arthur Bernardes, beco Bragança e da rua da Cachoeira, ambos localizados na área alagadiça do bairro São Jorge, na Zona Centro-Oeste de Manaus, ameaçam para o fluxo de veículos da avenida Constantino Nery, a partir das 13h desta quarta-feira (25), caso o poder público não ofereça uma solução para as famílias que estão com as casas comprometidas pela cheia do rio Negro.

Na manhã desta quarta-feira, aproximadamente 250 moradores das áreas alagadas paralisaram por alguns minutos o fluxo de veículos na Estrada do São Jorge. Com a chegada de viaturas das Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam) e do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans), parte da via foi liberada.

Os moradores reivindicam madeira para a construção de assoalhos nas casas alagadas pelo rio Negro, além de dinheiro para a aquisição de alguns bens que já teriam se perdido, em virtude da cheia.

“O governo deveria nos dar uma bolsa SOS, no valor de R$ 500, para a compra de madeira e também de alguns produtos de necessidade básica”, opina o presidente da Associação de Moradores da Comunidade Arthur Bernardes, Leonardo Farias.      

Dados da associação dão conta de que aproximadamente 30 famílias estão prejudicadas pela cheia do rio Negro. Um total de 572 residências foram catalogadas em processo de alagação.

O chefe da Subchefia de Defesa Civil de Manaus (Subdec), Ary Renato informou que iria aguardar os ânimos no local se acalmarem para que as equipes do órgão possam retornar à comunidade Arthur Bernardes, onde serão construídos mais 70 metros de pontes de madeira.

Segundo ele, as equipes de obras já teriam erguido no local 70 metros de ponte.