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Comerciantes da feira Manaus Moderna começam a ser transferidos

Comerciantes de pescado foram os primeiros a serem instalados na feira improvisada pela Sempab 22/05/2012 às 07:25
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Toda a área de pescado da Manaus Moderna começa a funcionar hoje na feira improvisada na avenida Lourenço Braga
Maria Derzi Manaus

Os permissionários da feira Coronel Jorge Teixeira, a  Manaus Moderna, próxima ao mercado municipal Adhopho Lisboa, no Centro, que tiveram os  boxes alagadados pelo rio Negro, começaram nesta segunda-feira (21) a tomar posse das barracas improvisadas construídas pela Prefeitura de Manaus para alojá-los até o final do  período de enchente na Feira da Banana.

Na manhã desta terça-feira (22), os 102 comerciantes de pescado iniciam a comercialização dos produtos deles na estrutura montada em frente à Feira da Banana, na avenida Lourenço Braga.

Nesta terça (22) também, no turno da tarde, está previsto a transferência dos 69 vendedores de carne e e proprietários de lanches.

“A secretaria disponibilizou um caminhão com a mercadoria dos permissionários. A transferência dos comerciantes de carne ainda depende da liberação das bancas devido a questão da energia, para que eles possam ligar os freezers ”, disse o responsável pelo  setor de Engenharia da Secretaria Municipal de Abastecimento (Sempab), Francisco Teles.

A distribuição das bancas obedece a mesma organização mantida na Manaus Moderna, por meio  da numeração dos boxes.

“O acesso da população poderá ser feita pelos dois lados da  Lourenço Braga, em frente a Feira da Banana. A faixa de fora será orientada pelo Instituto Municipal de Fiscalização e Engenharia de Trânsito (Manaustrans). É uma medida para facilitar o acesso da população aos produtos”, disse Teles.

Segundo o coordenador, o monitoramento da situação vivida pelos permissionários da Manaus Moderna vem sendo realizado há, pelo menos, dois meses. Mas se o rio continuar a subir, a previsão da Sempab é de que todos os  permissionários sejam transferidos para a estrutura improvisada, que custou R$ 624 mil. 

“Junto com o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) e a Defesa Civil, já tínhamos a informação de que a água iria chegar na beira e que vai alagar a feira por completo. Por isso, vamos ter que transferir todos os 1.040 permissionários de lá para cá”, disse o coordenador adiantando que estão sendo construídas 40 bancas a mais para atender os comerciantes.

A mudança trouxe um sopro de esperança para os comerciantes que acumularam prejuízos seguidos com a falta de clientes e a venda das mercadorias.

Prejuízos com a falta de clientes
Para os feirantes, a transferência para a nova estrutura significa um alívio no período de prejuízos gerados pela alagação dos boxes. “Eu tive muito, mas, muito prejuízo. Perdi de R$ 500 a R$ 600 por semana. Aqui é  melhor. Lá era uma dificuldade  trabalhar com pé debaixo d’água, o fedor. O  cliente não ia mais lá”, diz o permissionário Edson Monteiro da Costa.

Para o vendedor Sebastião Pinto, a maior dificuldade era o acesso dos clientes às bancas. “Nem todos os clientes tinham condições de comprar. As pessoas mais idosas, que sempre compram na feira, tinham medo de cair. Aí, tínhamos prejuízo, porque a gente comprava o produto e não tinha para quem vender. Perdi, pelo menos, R$ 1,5 mil. Vamos ver como é que vai ficar o movimento aqui, porque os nossos clientes tem que ficar sabendo da transferência”, disse o peixeiro.

Quem ainda não recebeu sua banca improvisada está contando os dias para começar a trabalhar.“Estou há uma semana sem trabalhar porque a minha banca está alagada. Não tem condições de trabalhar lá”, disse a vendedora Antônia Lima.

A transferência dos comerciantes de carne  dependia nesta segunda-feira (21) apenas da liberação das bancas devido a  energia, para que eles possam ligar os freezers. Todos os 1.040 permissionários da feira deverão sair da feira Manaus Moderna.