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Comerciantes e motoristas de Manaus ignoram 'choque de ordem' da Prefeitura

Motoristas e lojistas ignoram ação do implurb e continuam cometendo infrações absurdos 14/03/2012 às 07:36
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Na praça 14, carros e placas ocupam os espaços públicos
Ana Paula Sena Manaus

No Vieiralves, Zona Centro-Sul, os motoristas insistem em estacionar em cima de calçadas e em locais proibidos, atrapalhando o trânsito e a passagem de pedestres, principalmente nas ruas Acre e Jutaí com  João Valério. A redatora Ana Soares, 29, disse que a operação é fundamental, mas é preciso mais fiscalização.

“Eu trabalho no Vieiralves e todos os dias passo por essas ruas e vejo os absurdos dos motoristas, além de causar engarrafamentos com os estacionamentos em filas duplas ainda tenho que disputar um lugar nas calçadas com os carros, além do risco de acidentes”, desabafou.

Já o industriário Carlos Gonçalves, 25, que estacionou o carro em local proibido contou que não concorda com a medida.  “Os agentes de trânsito multam todo mundo, por qualquer coisa”, rebateu.

A situação ainda é pior na rua Tarumã, na Praça 14 de Janeiro, Zona Sul. A ocupação de calçadas por oficinas e ferros-velhos é um contratempo que permanece sem solução. Na região há diversas placas de lojas obstruindo as calçadas por estabelecimentos que já haviam sido notificados.

O empresário Charles Soares, 37, até ironiza a irregularidade dizendo que o objeto teria andado sozinho. Ele reconhece que a fiscalização já passou mais de uma vez no local, mas insiste em desobedecer a lei porque precisa fazer propaganda da loja.

Promessa de multa
Segundo a assessoria do Instituto Municipal de Ordem Social e Planejamento Urbano (Implurb), diariamente uma equipe de fiscais visitam os locais que já receberam a visita da ação para garantir a ordem nas vias, lembrando que se for constatado pelo órgão o descumprimento da lei o infrator poderá ser multado e ter o estabelecimento fechado.

Desde a ultima segunda-feira, o choque de ordem está na  Zona Norte. Em dois dias 65 estabelecimentos foram orientados a regularizar a situação junto ao órgão em 48 horas. Entre eles igrejas, postos de gasolina, empresas de transporte, serraria, bares, lanchonetes, restaurantes e movelarias.

Reclamação
Na Compensa, o choque de ordem é recebido com desconfiança. Na avenida Ipase, por exemplo, comerciantes reclamam que tê de retirar telhados de áreas que não integram o passeio público e acusam a fiscalização de arbitrariedade e de ação seletiva para “enquadrar” apenas alguns comerciantes.