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Comerciantes esperam alta de 5% nas vendas neste fim de ano

De acordo com o assessor econômico da FeComércio Amazonas, José Fernando Pereira da Silva, a perspectiva prevista para este ano é considerada boa, em relação ao histórico dos últimos doze meses 06/11/2012 às 13:14
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13º salário deve alavancar as vendas em Manaus
Thiago Gonçalves Manaus (AM)

Com a aproximação das festas de fim de ano, os lojistas de Manaus já se preparam para receber uma maior demanda de consumidores. O comércio varejista manauara estima um crescimento médio nas vendas natalinas de 5%, em comparação ao mesmo período do ano passado, quando foi registrado aumento de 3%. O setor está otimista, pois avalia que o índice de endividamento e a perda de crédito do consumidor local estão abaixo do índice nacional.

De acordo com o assessor econômico da Federação do Comércio do Amazonas (FeComércio-AM), José Fernando Pereira da Silva, a perspectiva prevista para este ano é considerada boa, em relação ao histórico dos últimos doze meses. "Existe um grau de confiança do consumidor e mesmo com a crise financeira deste ano prevemos alta nas vendas".

José Fernando diz que os principais motivos apontados para o acréscimo são a injeção de recursos do 13º salário e a criação de novos postos de trabalho. “O 13º é um recurso que alavanca as vendas. A inadimplência e o endividamento no nosso cenário econômico é um dos menores do país”, avalia.

A perda de crédito do consumidor manauara registra média de 3% e o endividamento chega ao índice médio de 30%. “Estamos muito abaixo da média nacional”, comenta o assessor econômico.

Segundo Fernando, a maioria dos consumidores indagados por pesquisas da federação pretende utilizar o 13º salário para quitar as dívidas. Grande parcela vai aproveitar o recurso para comprar presentes, em função das festas de fim de ano.  

Empregos
Outra previsão positiva é a contratação de trabalhadores temporários para atender a demanda de clientes que vão às compras neste natal. Há grandes chances para efetivações nos cargos. "Em média 30% por cento da mão de obra temporária é efetivada", diz Pereira.

Preferência
Nem o calor, aglomeração de pessoas e muito barulho desestimula o consumidor a fazer as suas compras no Centro.

Conforme dados da FeComércio-AM, entre 56 e 60% da classe consumista preferem comprar no centro, o restante fica com os shoppings, comércio de bairros e site de compras. A preferência é pela variedade de produtos, de lojas e promoções. 

Negação
Em 2011, os principais motivos que afetaram o desempenho do comércio foram as taxas altas de juros, a perspectiva de inflação e grande restrição ao crédito, o que compreende a 1,6 % da economia do País. A menor taxa do continente, segundo os apontamentos.