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Comerciantes interditam rua do Centro de Manaus atingida pela cheia

No Centro de Manaus, comerciantes já tomaram medidas emergenciais e se preparam para enfrentar subida do rio Negro 03/05/2012 às 07:41
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Rua dos Barés na parte mais profunda, onde nível da água chegou a mais de um metro, segundo comerciantes; carros passavam acelerados para não afundar
Milton de Oliveira Manaus (AM)

Os efeitos do período de cheia deste ano já começam a ser visíveis nas ruas do Centro e no trânsito de Manaus. Nesta quarta-feira (2/5), o trecho da rua dos Barés, localizado entre Joaquim Nabuco e Pedro Botelho, perto da Feira da Banana, foi interditado pelos próprios comerciantes da área que disseram que alguns veículos estancavam o motor ao passar pela rua alagada. Outros disseram que caminhões “faziam banzeiros” ao trafegar e jogavam água para dentro das lojas.

De acordo com gerentes de loja, as condições estão causando transtornos. “Não dava mais para aguentar o abuso de alguns motoristas que passavam em alta velocidade para não ficar na metade do caminho. Então, decidimos bloquear o acesso e evitar problemas para os motoristas e para nós”, disse o gerente comercial, Anderson Maia.

Na tarde desta quarta-feira, o Instituto Municipal de Fiscalização e Engenharia de Trânsito (Manaustrans) informou que uma equipe de agentes do órgão colocaria cones, desviando o trânsito para a avenida Joaquim Nabuco, Centro.


Trânsito da rua dos Barés foi desviado para a avenida Joaquim Nabuco (Foto: Milton de Oliveira)

Conforme os comerciantes locais, a parte mais profunda da rua inundada alcançou pouco mais de meio metro. “Isso aqui já se tornou uma lagoa urbana e representa um perigo para os veículos e as pessoas. É melhor ficar fechada”, disse o vendedor de estivas Carlos Ferreira, 36.

Restos de embalagens e garrafas vazias, começam, também, a mudar as características do local. “Infelizmente, as pessoas têm o mal hábito de jogar lixo em todos os lugares do Centro. Agora, jogam na rua alagada”, disse o gerente Éderson Andrade, 34.

Municípios afetados

De acordo com Subcomando de Ações da Defesa Civil do Estado do Amazonas (Subcomandec), mais de 309 mil pessoas já foram diretamente afetadas pela subida das águas no Amazonas. “Isso, equivale a 65 mil famílias de 38 municípios do Estado. Alto e Médio Solimões continuam alagados”, afirmou o secretário adjunto do Subcomandec, Hermógenes Rabelo.

Alguns municípios estão improvisando serviços essenciais. “Em Anamã (a 168 quilômetros da capital), o lixão e o hospital estão em balsas adaptadas e outros municípios correm o risco de estar na mesma situação”, disse Hermógenes. Em Manaus mais de 18 mil pessoas foram afetadas, segundo ele.

Ontem, os municípios de Parintins (a 325 quilômetros de Manaus) e Nhamundá (a 375 quilômetros) entraram em situação de emergência. Conforme o Subcomandec, as doenças endêmicas e a evasão escolar no interior aumentaram.