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Comércio de Manaus cresce em ritmo lento

Desempenho do comércio da capital aumentou em 3,5% no semestre, quando a previsão era de 5%, segundo a CDL-Manaus 05/07/2012 às 08:08
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Comércio continua crescendo, mas num ritmo lento
Cimone Barros Manaus (AM)

Apesar da desaceleração econômica e dos problemas com a cheia e o trânsito no Centro de Manaus, o comércio continua crescendo, mas num ritmo mais lento, de acordo com a Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL-Manaus). O setor registrou incremento de 1,1% em junho (pior mês do ano), ante igual mês do ano passado (2,2%), e de 3,5% na média do semestre, quando a previsão era de 5%. Em maio de 2012, o aumento foi 3,10%. Para o segundo semestre, a expectativa a é de que feche no azul.

De acordo com o presidente da CDL-Manaus, Ralph Assayag, com os problemas de acesso ao Centro, cerca de 900 lojas são afetadas e os prejuízos variam de 30% a 70% do faturamento, principalmente nas que estão instaladas, na Eduardo Ribeiro, Getúlio Vargas, 7 de Setembro e Floriano Peixoto. Somente do final de junho até agora cerca de 150 funcionários já foram demitidos.

Agora, entidades de classe tentam costurar com a Prefeitura Municipal alternativas para minimizar esses efeitos como a abertura de algumas vias e voltar a movimentar o comércio que já se prepara para o Dia dos Pais. A CDL-Manaus propõe, por exemplo, a reabertura da rua Marquês de Santa Cruz, mas apenas para veículos pequenos; tornar a Floriano Peixoto uma via de duas mãos; e inverter a Eduardo Ribeiro somente no trecho do relógio para que leve o trânsito para aquela área; além de abrir várias barreiras na avenida Getúlio Vargas e na rua Luís Antony para se chegar ao “Centrão”.

“O prefeito e o Manoel Ribeiro (diretor do Implurb) foram sensíveis ao problema e hoje de amanhã desenhamos o nosso projeto para que possamos reverter esse problema em pelo menos 70%. Amanhã voltaremos a conversar com o Manoel Ribeiro e espero que até segunda-feira esta situação esteja normalizada”, disse Assayag.

Na avaliação de dirigente, o endividamento da população, os elevados níveis de inadimplência, a restrição do crédito e a queda na produção industrial também contribuíram para o crescimento mais lento do comércio. A CDL-Manaus estimativa que em junho a inadimplência tivesse queda, mas a taxa continuou em 3,6%, mesmo porcentual de maio, e é ainda um reflexo das vendas dos Dias das Mães e dos Namorados.

Para o coordenador de pesquisa da Fecomercio-AM, José Fernando da Silva, como a economia amazonense é muito dependente do PIM e as demissões estão acontecendo isso afeta a massa salarial e tem repercussão em termos de vendas no comércio. O Sindicato dos Metalúrgicos estima a demissão de aproximadamente 12 mil trabalhadores neste ano.

Apesar do cenário preocupante, Assayag pediu para os lojistas não demitirem mais funcionários.