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Manaus
OPERAÇÃO

Comércio ilegal de ouro no AM era um dos mais sofisticados do País, diz PF

Empresas envolvidas simulavam ter lastro de ouro, mas na verdade compravam o produto em áreas de garimpo clandestino 27/02/2018 às 09:21 - Atualizado em 27/02/2018 às 09:36
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(Foto: Márcio Silva)
acritica.com Manaus

esquema de comércio ilegal de ouro descoberto pela Polícia Federal durante as investigações que levaram à deflagração da operação Elemento 79 é um dos "mais sofisticados no setor de comercialização de ouro do País", informou, em nota, a PF. 

Além da Polícia Federal, a Receita Federal também participou da operação, visto que havia fraudes na utilização de benefícios fiscais da Zona Franca de Manaus. Os envolvidos, segundo a PF, causaram prejuízos aos cofres públicos estimados, até o momento, em R$ 30 milhões.

A organização criminosa, de acordo com a PF, utilizava uma "complexa estrutura empresarial para simular a comercialização de ouro obtido de forma ilegal, além de usufruir ilicitamente de benefícios da Zona Franca de Manaus". 

Segundo o órgão, as empresas simulavam ter um lastro de ouro, mas que na verdade era prata fantasiada de ouro. Com isso, conseguiam obter o ouro real de origem indeterminada, fraudando todos os órgãos de fiscalização.

A PF informou que, durante as buscas, foram encontrados elementos que comprovam comercialização de ouro em regiões com alta incidência de garimpo ilegal. 

No total, estão sendo cumpridos 48 mandados de busca e apreensão no Amazonas, Minas Gerais, São Paulo, Rondônia e Roraima. Além disso, outros quatro mandados de prisão preventiva, 1 de prisão temporária e 10 medidas substitutivas de prisão preventiva também foram autorizadas pela Justiça. 

Investigações

Os principais crimes atribuídos aos alvos da operação são de crime contra o meio ambiente, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, contrabando, descaminho e organização criminosa. 

Segundo a PF, as investigações em conjunto com a Receita Federal começaram em junho de 2016, com a análise da movimentação fiscal das mercadorias enttre as empresas envolvidas no esquema. Houve, ainda, análise contábil das operações mercantis das empresas investigadas, análise de demonstrações contábeis obrigatórias, cruzamento de dados no sistema da Receita Federal, e interceptação de mercadorias irregulares encaminhadas via Correios - ação esta controlada com perícia da PF. 

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