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Comissão da verdade investigará massacres de indígenas

O papel do grupo é esclarecer fatos, circunstâncias e autorias de casos de graves violações de direitos humanos, como torturas, mortes, desaparecimentos forçados e ocultação de cadáveres 17/11/2012 às 09:51
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Denúncia veiculada por A CRÍTICA indica que 2 mil waimiris-atroaris foram massacrados durante a ditadura militar
Elaíze Farias Manaus, Am

A repercussão das denúncias de massacres de populações indígenas, como os waimiri-atroari, no Amazonas, durante a ditadura militar nos anos 70, levou a Comissão Nacional da Verdade a criar um grupo de trabalho específico para apurar estes casos. Uma resolução, também aplicada para violações contra camponeses, foi publicada na edição de ontem no Diário Oficial da União.

O papel do grupo de trabalho, segundo a resolução, é esclarecer fatos, circunstâncias e autorias de casos de graves violações de direitos humanos, como torturas, mortes, desaparecimentos forçados e ocultação de cadáveres. Também vai identificar e tornar públicos estruturas, locais, instituições e circunstâncias de violações de direitos humanos cometidas contra os grupos e examinar acervos referentes ao assunto.

Ontem, a presidente do grupo de trabalho, Maria Rita Kehl, iniciou a apuração dos casos em visita à terra indígena Sororó, no município de São Domingos do Araguia, onde vive o povo aikewara, conhecidos como os suruí do Pará.

A CRÍTICA tentou obter informações sobre o roteiro de visitas e audiências às regiões onde há ocorrências de indígenas desaparecidos durante a ditadura militar, mas não obteve resposta.

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