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Comitê pede apoio de parentes das vítimas da ditadura militar

 Relatos poderão ajudar a esclarecer o destino dos desaparecidos 07/07/2012 às 20:35
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A ditadura militar no Brasil teve seu início com o golpe militar de 31 de março de 1964
Ivânia Vieira Manaus (AM)

Familiares de pessoas vítimas da ditadura militar estão sendo convidados a participar, nesta segunda-feira (9), na sede do Sindicato dos Jornalistas, da reunião do grupo de pesquisa do Comitê Estadual do Direito à Verdade, Memória e Justiça do Amazonas. O encontro terá início às 17h, na sede do Sindicato dos Jornalistas, na Praça Santos Dumont, 15, no final da avenida Joaquim Nabuco.

O filósofo, professor universitário aposentado, Oswaldo Coelho, 75, integrante do grupo de pesquisa do comitê, disse que a etapa atual é de indagar os parentes e amigos das vítimas da ditadura. “Daí a importância de os familiares participarem desse momento e se manifestarem”, disse Coelho que também participa do movimento “Educar para a Cidadania”.

O grupo, de acordo com o professor, tenta obter o máximo de informações a respeito de amazonenses ou militantes de outros Estados que atuaram no Amazonas no período da repressão militar. “Queremos, por exemplo, ouvir familiares ou amigos do sindicalista Antogildo Pascoal Viana, um dos que foram presos em Manaus, como subversivo e levado para o Rio de Janeiro, onde, na versão oficial, teria se suicidado”. São situações como essa que o comitê trabalha para esclarecer.

Documentos, fotografias, relatos a cerca dos desaparecidos políticos são bem-vindos ao Comitê do Direito à Verdade. “Cada pedaço dessa história que conseguirmos reunir será uma grande conquista nessa luta de passar a limpo o passado”, disse o professor Oswaldo Coelho.

Ação nacional

O Comitê do Amazonas foi instalado no dia 21 de maio e integra a Comissão Nacional da Verdade, criada pela lei nº 12.528/2011 para apurar os crimes praticados na ditadura militar, compreendendo o período entre 1946 e 1988. Está funcionando no Sindicato dos Jornalistas.