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Manaus
DIVERSÃO

Competição de canto de pássaros em Manaus tem até ranking anual e troféus

A disputa é dividida em três categorias: Curió, Bicudo e Canário Belga e etapa deste domingo reuniu 30 'atletas' 18/03/2018 às 11:52 - Atualizado em 18/03/2018 às 19:04
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(Foto: Márcio Silva)
Silane Souza Manaus

Cerca de 30 pássaros participam de um campeonato de canto na manhã deste domingo (18), no clube da Associação dos Sargentos da Amazônia (ASA), na Ponta Negra, Zona Oeste. As aves são de criadores amadores de Manaus registrados no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A competição é composta por três categorias: Curió, Bicudo e Canário Belga.

No campeonato, promovido pela Associação de Passaricultores do Amazonas (Apam), o que vale é o canto e a fibra (que representa a marcação de território do animal) dos pássaros. O vencedor em cada categoria ganha troféu e 30 pontos para o grande evento que será realizado no fim do ano. "Nossa ideia é realizar uma competição por mês até a grande final no dia 16 de dezembro", disse o presidente da Apam, Carlos Rogério.


De acordo com ele, o objetivo é mostrar a sociedade que a criação amadora é permitida pelos órgãos ambientais e, além de um hobby para muitos, também é uma forma de ajudar na preservação das espécies. "É possível criar sem tirar da natureza. Existe uma regulamentação federal que permite o criador amador e o comercial. Nós não concordamos e não participamos com o tráfico de animais silvestres, nem tão pouco com os maus tratos", enfatizou Rogério.

O presidente da Apam salientou que, ainda filhotes, as aves recebem as anilhas no pé, com informações sobre ano de nascimento, nome dos pais e avós, número de identificação junto ao Ibama e Estado de origem. O trabalho é eficaz no combate ao tráfico das espécies. "A associação conta atualmente com 18 sócios todos autorizados pelas leis federais e estaduais que regulamentam a criação amadora e só nos responsabilizamos com aquilo que está legalizado”, afirmou.



O assistente de auditor Murilo Calixto, 23, cria em torno de 40 Canários Belgas e um Bicudo e conta que a paixão pelos pássaros vem de família. “Meu pai era criador amador, então eu cresci tendo esse contato com as aves e depois que ele retornou para Recife eu fiquei no ‘lugar dele’. Não é só um hobby. O Canário, por exemplo, está extinto na natureza há mais de 1 mil anos. Se não houver reprodução em cativeiro ele será extinto de vez”, apontou.

O Curió e o Bicudo, espécies nativas da mata brasileira, também são ameaçadas de extinção. Para os criadores amadores de Manaus, a criação e reprodução dessas aves em cativeiro é uma forma de apreciar o seu canto, bem como de garantir que estes animais não sejam extintos.
 

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