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Comunidade afetada pela cheia do Rio Negro, em Manaus, sofre com descaso

Os moradores alegam que existe descaso por parte do órgão de defesa civil, no que se refere à ajuda humanitária. A comunidade fica localizada em área de igarapé. Defesa Civil municipal diz que soluções são tomadas 23/04/2012 às 14:23
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Comunidade enfrenta os reflexos da cheia do rio. Lixo é outro problema
Thiago Gonçalves Manaus (AM)

A cheia do Rio Negro em Manaus atinge atualmente cerca 70% das moradias localizadas na comunidade Arthur Bernardes, bairro São Jorge, Zona Centro-Oeste de Manaus. De acordo com dados da Associação Comunitária, cerca de 30 famílias são prejudicadas atualmente. A comunidade possui 572 residências catalogadas em processo de alagação. Os moradores alegam que existe descaso por parte da Defesa Civil do Município, no que se refere à ajuda humanitária. A comunidade fica localizada em área de igarapé. Órgão diz que soluções são tomadas.

De acordo com o vice-presidente da associação, Popaciguara Lobato, boa parte das casas localizadas na área alagada já foi tomada pela água. A comunidade solicita que pontes para locomoção dos moradores sejam erguidas no local, já que o isolamento desses moradores é uma das principais dificuldades enfrentadas.  

Ainda de acordo com ele, os comunitários querem um posicionamento dos órgãos de defesa civil. “O objetivo é alertar as autoridades para a atual difícil situação dos moradores. Há duas semanas estamos clamando por ajuda e nada” ressaltou. Conforme Lobato, um barracão para ajudar os comunitários foi construído para abrigar a demanda de famílias que venham a ser afetadas.

Na noite deste sábado (22), a Frente da Associação Comunitária realizou uma assembléia geral com a participação de moradores para discutir possíveis soluções junto aos órgãos competentes. “Uma reunião foi feita ontem com a Defesa Civil, e ficou acordado que na quarta-feira (25) o coronel Ari Renato deve nos dar uma resposta sobre o que será dado de ajuda humanitária para a nossa comunidade que necessitada”, declarou o vice-presidente comunitário.

Conforme a Frente Comunitária, caso não sejam solucionados os problemas apresentados pela comunidade à Defesa Civil, será realizado um manifesto na tarde da próxima quarta-feira. Os moradores pretende percorrer toda a extensão da Avenida São Jorge em ato de protesto.

O sub-secretário da Defesa Civil de Manaus, coronel Ari Renato, informou que soluções são tomadas no processo de ajuda humanitária que será destinado à comunidade. “Aquela é uma comunidade que me dedico em ajudar e o que puder ser feito vamos fazer”, colocou. Ele adiantou que quarta-feira deve ser dada uma reposta aos comunitários após levantamento de informações da demanda de necessidades.