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Condomínio na zona Norte de Manaus já foi roubado 25 vezes em um mês

A maioria dos assaltos, segundo os moradores, aconteceu durante reformas nos apartamentos. O muro é baixo e não há segurança, nem guarita e uma mesma chave abre portas de outros apartamentos. 30/07/2012 às 09:11
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Conjunto Residencial Ozias Monteiro 1, na avenida Max Teixeira, foi construído para funcionários públicos estaduais
Milton de Oliveira Manaus

Os moradores do conjunto residencial Ozias Monteiro 1, situado na avenida Max Teixeira, bairro Cidade Nova 1, na Zona Norte de Manaus, reclamaram do grande número de assaltos que vem ocorrendo nos apartamentos. Eles disseram que, em um mês, aconteceram 25 arrombamentos. O muro é baixo e não há segurança, nem guarita e uma mesma chave abre portas de outros apartamentos.

A maioria dos assaltos, segundo os moradores, aconteceu durante reformas nos apartamentos. “A inauguração oficial do residencial aconteceu no mês passado. E, pouco a pouco, os moradores foram ocupando os apartamentos. Então, em alguns blocos havia dois ou três moradores. Talvez o pouco número de apartamentos ocupados, fez com que os assaltantes entrassem para roubar”, relatou a professora Rosimar Moura, 51. Ela disse também, que, em apenas uma tarde, no bloco 4, foram arrombados dois apartamentos.

Ainda conforme a professora o bloco em que ela mora, teve de ser gradeado para evitar a entrada de pessoas estranhas.

O residencial foi construído para funcionários públicos do Estado que não possuíam imóvel e que tinham famílias com filhos. Mesmo nessa condição, segundo os moradores, podia haver reforma nos imóveis.

Moradores contaram também que o lugar se tornou um ‘atalho’ para bairros vizinhos. “Não temos guarita, nem seguranças e não há portaria, e, portanto, você não sabe quem entra, nem quem sai. Então, esses fatores fazem que o conjunto fique mais vulnerável”, disse o funcionário público Júlio Salas, 34. Ele contou também que muitos moradores ainda não receberam a cópia do contrato, mas apenas o manual do proprietário, o que, segundo ele, não é suficiente para saber o que é dever e obrigação dos moradores.

O conjunto foi entregue pela Superintendência de Habitação do Amazonas (Suhab), no dia 15 de junho e, segundo a assessoria do órgão, todos os moradores receberam o contrato e assinaram. A superintendência comunicou também que o projeto do residencial Ozias Monteiro 1, não previa muros porque não se trata de um condomínio fechado.

Condôminos propõem assembleias
Devido à sensação de insegurança dentro do condomínio, muitos moradores decidiram, também, trocar as fechaduras das portas dos apartamentos e fazer, amanhã, 10h30, no local, uma assembleia para discutir os problemas vividos por eles.

“Já fizemos duas assembleias e, agora, vamos fazer outra para eleger o síndico, estabelecer taxas e ouvir as reclamações dos moradores de cada bloco. Temos que fazer alguma coisa”, disse Júlio Salas, acrescentando que comerciantes próximos usam o muro do residencial como parede de fundo dos comércios.

Outros moradores contaram que as viaturas do Ronda no Bairro, demoram a passar e, quando passam, fazem de forma muito rápida. “Todas as viaturas cumprem uma rota obrigatória que é alterada quando há situações de emergência dentro do setor dela. Então, vamos verificar hoje (ontem) mesmo, o que está acontecendo na área do residencial”, prometeu o coronel da Polícia Militar (PM) Euler Cordeiro.

33,8 milhões
De reais é o valor   do investimento do Ozias Monteiro 1. A obra foi financiada com recursos da Caixa, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do Governo do Estado.