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Conexão gratuita para internet ainda é difícil em áreas do Prosamim em Manaus

Quem vive ou transita nas áreas do programa social nem sempre consegue conectar-se gratuitamente à rede sem fio 23/01/2012 às 09:53
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Angélica Rodrigues, 15(à esqu.), que mora no Prosamim do Mestre Chico, tentou conectar a internet em seu celular, mas em vão
Bruno Strahm Manaus

Um teste realizado junto a moradores de três áreas do Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim) mostrou que em apenas um deles, o do Alvorada, na Zona Centro-Oeste, é possível acessar a Internet por conexão Wi-Fi (sem fio). Recentemente, dentro de seu programa digital, o Governo do Estado anunciou que cinco áreas de convivência e de habitação do Prosamim já estão contempladas com a conexão gratuita sem fio - o do Mestre Chico, do Igarapé de Manaus, do Jefferson Péres (na Zona Sul), Alvorada (Centro-Oeste) e do São Raimundo (Oeste).

 No primeiro Prosamim visitado pela reportagem, o do Mestre Chico, a estudante Angélica Rodrigues, de 15 anos, era uma das moradoras descontentes com a falha de conexão à Internet. Ela tentou acessar a Rede Mundial de Computadores no local, por meio do seu aparelho celular, mas a tentativa foi em vão em todas as tentativas.

“Só me conecto diariamente à Internet quando tenho créditos no meu celular. Mas é a primeira vez que ouço falar nesse programa digital do Governo do Estado. Seria muito bom se eu pudesse ter esse acesso gratuito” disse a estudante.

 Lan houses

 Sem conexão gratuita, quem continua lucrando são as tradicionais lan houses instaladas no próprio conjunto habitacional. Proprietária de uma delas, a microempresária Lady Canto conta ter uma clientela fiel. Ela salienta que, inclusive, a procura pelo serviço de sua loja não diminuiu. Ela soube do programa digital do Governo do Estado através dos comerciais.

 “Muitos que vem aqui possuem notebooks em casa, mas sem acesso à Internet. Não ouvi falar de ninguém que tenha conseguido achar essa rede sem fio por aqui. Tenho roteador, mas pra cá só chega Internet a cabo mesmo, que é a que eu uso atualmente”, destaca a proprietária.

 Já na área de convivência Senador Jéfferson Péres, próximo à avenida Sete de Setembro, muitas pessoas costumam se divertir brincando nas quadras poliesportivas. Mas nenhuma com notebooks ligados. Próximo àquele local, em uma outra lan-house, o estudante Felipe Leal, 18, também morador do Prosamim e possuidor de notebook, nunca “achou” a conexão disponível.

“Sinceramente, nunca consegui conectar por Wi-Fi neste local. E também não conheço ninguém que já tenha descoberto esse sinal sem fio. Quem vem aqui na lan são os moradores do conjunto, que sempre contam várias novidades. Mas não ouvi nada em relação a Internet de graça”, questiona o estudante.